Governo ofereceu o máximo, diz Aloizio Mercadante

Mercadante disse que não há como aumentar a proposta - WILSON DIAS/ABr
Mercadante disse que não há como aumentar a proposta – WILSON DIAS/ABr

Diante da insatisfação de sindicatos de professores com a proposta de reajuste salarial e reestruturação da carreira apresentada na última sexta-feira pelo Governo Federal, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse ontem que “não há margem fiscal para ir além”.

Pressionado, o Palácio do Planalto aceitou reduzir de 17 para 13 os níveis de carreira e se comprometeu a reservar R$ 3,9 bilhões para os aumentos salariais, que deverão ser concedidos de forma gradual até 2015 – mesmo assim, professores criticam a proposta.

“Não há margem fiscal para ir além. Os professores têm de entender o momento pelo qual o País passa e que outros servidores não tiveram aumento”, afirmou o ministro, após participar de reunião em Brasília com reitores de universidades que aderiram à greve. “O Governo tem priorizado enfrentar a crise e preservar o emprego de quem não tem estabilidade”, completou.

De acordo com Mercadante, os reitores pediram antecipação dos reajustes, previstos para vigorar a partir de 2013. “Não tenho, da área econômica, resposta sobre antecipação dos salários”, disse. A paralisação atinge 56 das 59 universidades federais e 34 institutos federais, dois Centros de Educação

Tecnológica (Cefets) e o Colégio Federal Pedro II, no Rio de Janeiro. Os professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab), que também estão em greve, classificaram o reajuste de “indecente”.

Na última sexta-feira, durante a apresentação da proposta, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, criticou o movimento grevista, que considerou precipitado. “Houve precipitação da universidades e escolas técnicas de deflagrar a greve em maio. O momento de negociação é exatamente esse de julho para agosto, onde é possível o Governo fazer todas as suas contas e de maneira responsável estabelecer o que é possível”, afirmou a ministra.

O Povo