Fogo atinge prédio do Instituto do Cacau

Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio do Instituto do Cacau, no Centro Histórico de Salvador, na manhã de hoje. As chamas destruíram parte do terceiro andar. Não houve feridos.

A Defesa Civil evacuou um imóvel vizinho e fará um diagnóstico na estrutura. Há risco de desabamento. Parte da fachada caiu e ruas ao redor do edifício tiveram de ser isoladas.

O incêndio começou por volta das 10h, no terceiro andar, que estava em fase de reformas para a futura instalação da Defensoria Pública.
“Havia muitas cadeiras de madeira e de plástico. Pelo menos 80% do que existia lá foi perdido. O que as chamas não destruíram, a fumaça destruiu”, disse o tenente Edson Carragosa, do Corpo de Bombeiros.

Ainda não se sabe se houve prejuízos em outros andares. No térreo, está sediado o Museu do Cacau, que guarda em seu acervo peças relacionadas à região cacaueira da Bahia.

Em outro pavimento funciona a Direc (Diretoria Regional de Educação), onde são guardados históricos escolares de estudantes e dados sobre escolas extintas.

Outro órgão importante no prédio é um posto do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão), que guarda documentos como carteiras de trabalho e habilitação. Cerca de 120 funcionários do SAC trabalhavam quando o incêndio começou.

No mesmo imóvel ainda existe uma agência bancária e do mercado Cesta do Povo.

As chamas foram controladas em cerca de duas horas e meia. Nove bombeiros entraram no local, entre eles o tenente Carragosa, que passou mal e teve de ser socorrido pelos colegas.

Seis pessoas foram resgatadas no segundo andar, quatro do terceiro pavimento e um funcionário que correu para a parte mais alta do prédio teve de ser retirado com ajuda do helicóptero da Polícia Militar.

Um dos primeiros a ver a tragédia foi o zelador Edvaldo Lima, 51, que trabalha há 25 ano no imóvel. Um vigia foi até ele alertar que as chamas se espalhavam.

Lima desligou a parte elétrica do prédio e chamou os bombeiros. “Sai gritando pelos andares”, assinalou. As causas do incêndio serão investigadas.

Diário do Nordeste