Governo anuncia reajuste de 40% para topo da carreira docente

Proposta tenta encerrar greve na UFC e outras dezenas de universidades - Foto Divulgação
Proposta tenta encerrar greve na UFC e outras dezenas de universidades – Foto Divulgação

Apesar das propostas de reajustes para professores das universidades e dos institutos federais, os técnicos administrativos dessas entidades, também paralisados, ficaram de fora. Mercadante propôs diálogo para eles

O Governo Federal anunciou ontem reajuste de 40%, nos próximos três anos, para o salário de professor titular com doutorado e dedicação exclusiva, cargo que representa o topo da carreira de docente universitário. A mensalidade atual de R$ 12.225,25 alcançará assim R$ 17.057,74. Todos os professores de nível superior, segundo a proposta do Governo, terão reajuste salarial.

A oferta do Ministério do Planejamento atendeu ainda outra demanda dos professores universitários: a redução do número de níveis para se chegar ao topo da carreira, dos atuais 17 para 13 estepes.

O Governo também apresentou proposta de reajuste para docentes de institutos federais, que assim como os de universidades, paralisaram as aulas. Mas não foi feita qualquer oferta aos técnicos administrativos das instituições federais, também paralisados.

Governo critica

A greve dos docentes universitários teve início, segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), no fim de maio, há pouco menos de dois meses. Mais de 50 instituições estão paradas, inclusive a Universidade Federal do Ceará (UFC).

O Governo vem criticando o movimento de paralisação, alegando que ainda há tempo para discutir as demandas. O prazo legal se encerra em agosto, quando será enviado ao Congresso o orçamento de 2013. “Do nosso ponto de vista houve precipitação em deflagrar a greve em maio”, disse a ministra do Planejamento, Miriam Belchior.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reconheceu que na proposta falta reajuste para os técnicos administrativos de universidades e institutos federais, também parados. “Não havia compromisso de mudança de carreira este ano, mas é importante que a gente continue dialogando e buscando entendimento com eles”, disse.

ENTENDA A NOTÍCIA

O movimento grevista dos professores atinge mais de 50 universidades federais, inclusive a UFC. A categoria é dividida entre duas entidades: o Andes, mais crítico ao governo, e o Proifes, mais simpático ao Planalto.

O Povo