Por uma Educação de qualidade

A presidente Dilma Rousseff disse ontem que a grandeza de uma Nação não se mede pelo Produto Interno Bruto (PIB), índice que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos na região, e sim, “por aquilo que faz para suas crianças e seus adolescentes”. A presidente também falou a respeito da ampliação do número de escolas em tempo integral no Brasil – hoje, existem 33 mil colégios desse tipo, e a intenção é ampliar para 60 mil estabelecimentos de ensino médio e fundamental até o final de 2014.

Paralelamente, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 22 anos de existência hoje, este que é considerado uma das legislações mais modernas do mundo no que diz respeito à proteção da juventude. De fato, analisando-se os discursos dos candidatos à Prefeitura de Fortaleza, por exemplo, percebe-se que o tema da Educação Pública é o mais falado, e os partidos e coligações esforçam-se para apresentar propostas que deem conta da demanda educacional gritante. 

O problema é que, apesar da imensa boa vontade dos políticos de debaterem a situação da Educação no Brasil, os governos nunca conseguiram, por exemplo, fechar os ralos da corrupção – que todos os anos desviam milhões destinados ao setor – nem deram conta da enorme má gestão que impera na área, sem falar, claro, na quantidade de verbas aquém das necessidades do Brasil. O que faz com que os alunos brasileiros sempre tirem as piores notas em Ciências, Matemática e Português nos exames internacionais? Por que as escolas públicas atuais, salvo raríssimas exceções, nunca formam alunos de ponta? E há quantos anos que se anuncia que o Brasil é o País do futuro, quando, na realidade, mal consegue dar conta do maior tesouro que tem no presente, no caso, os cérebros juvenis em formação? A Educação brasileira não precisa de um milagre. Outras nações já provaram que boa gestão, investimento correto e combate à corrupção substituem qualquer intervenção divina.

O Estado – CE