Dilma prioriza controle de gastos

Brasília Às vésperas de enfrentar um acampamento de servidores públicos na Esplanada dos Ministérios em mobilização para uma greve geral do funcionalismo, a presidente Dilma Rousseff pôs fim à lua de mel do governo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), braço sindical do PT. A interlocutores, deixou claro que está mais preocupada com o controle dos gastos públicos.

A principal orientação de Dilma para lidar com as reivindicações dos servidores – mobilizados pela CUT – é resistir às pressões que inflem gastos com pessoal, de quase R$ 200 bilhões. A orientação é baseada na expectativa de um crescimento ainda menor da economia neste ano.
“Por enquanto, não tem negociação, tem enrolação”, ataca o presidente da CUT, Artur Henrique. Depois de conversar com o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, principal interlocutor do governo com movimentos sociais, o presidente da CUT diz que não lhe pediram moderação. “Ninguém seria louco de fazê-lo”, afirmou.

Ele contabiliza 248 greves de servidores entre 2003 e 2010 para negar que a relação da CUT com o governo Lula fosse tranquila, mas, insiste em que o cenário mudou com Dilma.