Reunião não deve acontecer em julho

Governo afirma que não tem agenda para marcar a reunião com os professores federais em greve

A greve nacional dos professores de universidades federais, que completa hoje 51 dias, pode não acabar antes de 31 de julho, o que prejudica milhares de estudantes do ensino federal do País.


Os alunos da Universidade Federal do Ceará aguardam pela solução do impasse entre o Governo Federal e os professores FOTO: ALEX COSTA

De acordo com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a “falta de agenda” não permitiu a realização de uma nova reunião com os representantes dos docentes.

O órgão afirma que a pauta dos professores é importante, mas que também está negociando com mais de 30 entidades sindicais, o que impossibilita privilegiar uma agenda em função da outra.

Adiamento

A última reunião entre sindicalistas e o Ministério do Planejamento aconteceu no dia 12 de junho, data em que foi agendado um novo encontro para o dia 19 do mesmo mês.

No entanto, bem previamente, a segunda reunião marcada foi adiada.

O vice presidente do Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Luiz Henrique Schuch, afirma que a culpa pelo atraso nas negociações é do governo. Segundo ele é de lá que deve vir a iniciativa e uma nova proposta.

O presidente do Proifes-Federação (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), Eduardo Rolim, acredita que a falta de diálogo só faz com que a insatisfação dos docentes aumente Para ele, os docentes se sentem afrontados com o fato de o governo não marcar novas reuniões ou apresentar propostas.

Sobre a greve

A categoria reivindica, entre outros pontos, a reestruturação das carreiras técnicas e dos docentes, assim como a democratização das relações de trabalho e a aprovação da carga de 30 horas para os técnicos administrativos.

Diário do Nordeste