Servidores pressionam Prefeitura e ameaçam greve geral em Beberibe

Os servidores municipais de Beberibe, a cerca de 80 quilômetros da Capital, mantém a paralisação geral durante o dia de hoje. Os trabalhadores pressionam a Prefeitura no sentido de verem atendidas as pautas da campanha salarial de 2014. Em assembleia extraordinária realizada na última terça-feira, foi decidido pela greve geral a ser deflagrada no dia 11 de março caso a Prefeitura não apresente proposta alguma nas novas rodadas de negociação. De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Beberibe (Sindserv), Franciedson Oliveira, a categoria sente-se desvalorizada. “Vivemos uma realidade em que a Prefeitura gasta mais de R$ 1 milhão com o Carnaval, mas não tem uma proposta para apresentar aos trabalhadores do município”, critica.

No último dia 19, a prefeita Michelle Queiroz (PP) recebeu representantes dos servidores para negociar as pautas da campanha salarial, contudo, observam os trabalhadores, não houve avanços. “A prefeita disse que vai fazer uma previsão [de reajuste] para as categorias em março”, disse Franciedson, que observou os prejuízos para os servidores quando se protela o reajuste salarial.

“Em Beberibe, não temos uma data-base fixada”, ressaltou. Dessa forma, os reajustes não retroagem aos primeiros meses do ano, fazendo com que o servidor passe mais tempo com um salário que não foi corrigido para repor as perdas ocasionadas pela inflação. “Ano passado, o reajuste foi dado em junho e ela quer fazer o mesmo neste ano”, observou Franciedson.

Segundo a presidente da Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Estado do Ceará (Fetamce), Enedina Soares, a federação vai dar todo o apoio aos trabalhadores de Beberibe, fortalecendo o movimento dos servidores municipais. “É preciso que os municípios valorizem aqueles que trabalham por ele. O trabalho do servidor é a execução do serviço da Prefeitura para a população e, por isso, precisa ser valorizado”, disse.

Pautas

Os professores municipais reivindicam o reajuste salarial linear de 8,32% sobre o salário-base da categoria, auxílio-transporte para os profissionais da Educação e o pagamento imediato do retroativo referente ao mês de janeiro deste ano para todos os profissionais do Magistério, sendo eles professores (efetivos e temporários). A Prefeitura, no entanto, não apresentou proposta alguma, protelando o reajuste salarial previsto para depois de março.

Os servidores da Saúde reivindicam o seu Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). O documento já foi para a Câmara Municipal e precisa entrar em votação para ser sancionado pela prefeita. Os assistentes sociais também cobram o seu PCCS. Os motoristas da Saúde pedem mais ambulâncias para o município.

O Estado – CE