Guilherme questiona dados oficiais da educação em Fortaleza

Vereador do PT lidera a oposição na Câmara Municipal - Foto: Genilson de Lima

Vereador do PT lidera a oposição na Câmara Municipal – Foto: Genilson de Lima

Em pronunciamento na manhã desta quinta-feira, 20, o vereador Guilherme Sampaio (PT) fez uma avaliação sobre a participação do secretário de educação do Município, Ivo Gomes, na Câmara Municipal de Fortaleza. Na ocasião, o parlamentar fez questionamentos sobre os dados apresentados e criticou a postura adotada por Ivo.

“A estratégia desenvolvida pelo secretário, de comunicação e política, da qual faz parte as suas vindas à Câmara, tem interditado o debate sobre educação que é o que interessa a esta Casa e ao povo. Pela segunda vez tivemos a presença e tivemos uma reedição do que aconteceu. Ele fala cinco horas e é contestado, pelo vereador, em cinco minutos, nas suas respostas debocha, provoca, até que haja reação e o debate sobre educação não se dá”.

De acordo com Guilherme, vários questionamentos foram feitos e tiveram, como respostas, frases curtas e que não explicam. Ele ressaltou que a primeira questão levantada foi sobre quantos alunos matriculados nas escolas municipais vieram da rede estadual, uma vez que o Governo deixou de ofertar o 6º ano e passou algumas escolas para à Prefeitura.

“Eu copiei todos os dados apresentados pelo secretário, onde está o grosso do aumento é exatamente do sexto ao novo ano, foram onze mil, quinhentas e nove matrículas, tirando a creche que teve aumento porque a Prefeitura acabou com a creche em tempo integral e ele disse que o aumento foi uniforme”.

Guilherme destacou ainda que, “o Estado fehcou suas turmas de sexto ano e ele disse ‘fechou não’ e fica por isso mesmo. O Estado passou várias escolas para a Prefeitura e ele disse que foram oito. No Fundamental I não teve esse aumento e no II teve, esse é exatamente o nível oferecido pelo Governo. No EJA, foram mil, setecentas e noventa e duas mátriculas a menos e ele vem dizer que o aumento foi bom”.

O parlamentar ressalta ainda que, embora o prefeito diga que não há mais carência nas escolas, todas as unidades da Administração Municipal tem carência de professores e que a réplica da Secretaria foi dizer que não tem carência, que isso não existe e que, na realidade, é 0,5%. “Pronto, fez a conta, achou um número, inventa um número e a turma engole”. Para concluir, Guilherme afirma que seu trabalho de fiscalização continuará, mas que não sabe se participará da próxima vinda de um secretário à Casa.

Fonte: CMFOR