Professores de universidades federais marcam paralisação para 19 de março

Os professores das universidades e institutos federais devem realizar um dia nacional de paralisação em 19 de março. A decisão foi tomada durante congresso do Andes -SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), realizado neste final de semana.

Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações destaca a reestruturação da carreira docente e salário e condições de trabalho. “Ainda em março, haverá reunião do setor, em Brasília, que discutirá as condições para retomada da greve dos docentes”, informou o Andes em nota.

De acordo com o calendário de mobilização, entre os dias 24 e 28 de março serão realizadas rodadas de assembleias gerais das seções sindicais para discussão da retomada da greve, que foi suspensa em 2012. Nos dias 29 e 30 de março, haverá uma reunião, em Brasília, para analisar os resultados e decidir se a categoria entrará em greve novamente.

Em 2012, o Andes liderou uma greve de professores que durou quase quatro meses. A greve nacional começou no dia 17 de maio e chegou a ter adesão de 58 das 59 universidades federais. A única instituição que não teve nenhuma unidade afetada pela paralisação foi a UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Os institutos e colégios federais também tiveram as atividades paralisadas.

Funcionários param a partir de 17 de março
Os funcionários técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior já decidiram entrar em greve a partir do dia 17 de março. Segundo Paulo Henrique dos Santos, um dos coordenadores gerais da Fasubra (Federação de Sindicato de Trabalhadores Técnico-Administrativo em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), a categoria busca o cumprimento total do acordo de greve de 2012.

Entre as reivindicações da categoria estão a implementação da jornada de 30 horas semanais — que, de acordo com Santos, já é prevista por um decreto presidencial, mas nem todas as universidades cumprem –, contagem especial do tempo de serviço para trabalhadores com insalubridade, aprimoramento da carreira, revogação da criação da Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e abertura imediata de concursos públicos.

DA REDAÇÃO DO ESTADO ONLINE
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Fonte: UOL
(AG)