Professores debatem Ensino Médio Integral em São Paulo

No próximo sábado, 30 de junho, a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) promoverá o Encontro Estadual sobre o Ensino de Tempo Integral, evento aprovado pelos professores durante a reunião do Conselho Estadual de Representantes, que aconteceu na manhã de sexta-feira, 15.

A ideia é discutir com os docentes a implementação do de escolas de tempo integral no Ensino Médio, anunciada pelo governo do Estado em fevereiro deste ano. Para o encontro, de acordo com a professora Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidenta da APEOESP, estão sendo convidados um professor de cada escola de Ensino Médio do Estado. “Queremos fazer uma ampla discussão sobre o assunto”, comentou.

A implementação do novo modelo do Ensino Médio de tempo integral, de acordo com o governo, iniciaria a partir de 16 escolas de diversas localidades do Estado. Para participar do projeto, as escolas teriam de aderir, com a anuência dos professores, estudantes e pais. Além disso, o projeto  previa a remoção forçada de professores efetivos considerados “sem perfil” para o projeto.

A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) recebeu denúncias de tentativa de imposição de adesão de algumas escolas, apesar da rejeição da comunidade, como aconteceu recentemente como uma escola de Piracicaba.

Para a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, “só é possível implementar um projeto deste tipo se os pais e alunos quiserem e se não for aplicado contra os professores”.

Na semana passada a diretoria da APEOESP participou de uma reunião com o secretário da Educação para discutir o assunto. O secretário afirmou que o ensino de tempo integral só será implementado em escolas onde haja unanimidade pela adesão. Disse ainda que não será mais adotada a remoção ex officio de professores (ou seja, os professores efetivos poderão permanecer na escola) e não haverá avaliações periódicas, como queria a coordenadora do projeto.

“Publicaremos em breve um documento com nossas posições quanto ao ensino de tempo integral e uma análise sobre o programa do governo estadual”, comentou Bebel. Ele fez questão de salientar que os professores não são contra a escola de tempo integral. “Não concordamos com o tipo de escola integral que o governo tenta nos impor, sem uma discussão curricular adequada”, comentou a presidenta da APEOESP.

Por CUT-SP