Educação ressaltada, mas Cid Gomes fica de fora

Evidenciando uma relação desgastada dentro do próprio partido com o seu presidente, o governador Cid Gomes apareceu apenas em foto e rapidamente durante o programa nacional da legenda ontem à noite. Durante os 10 minutos de programa, apenas os líderes do partido no Senado e na Câmara, Rodrigo Rollemberg (DF) e Beto Albuquerque (RS), tiveram uma breve participação, falando da PEC das Domésticas e dos feitos do PSB na área de Educação no Ceará, Pernambuco e Belo Horizonte. “Em tudo, você pode ter certeza, o Brasil pode fazer muito mais”, frisou Albuquerque.

Defensor convicto do fim da reeleição, com um mandato de cinco anos, Eduardo Campos pregou ontem, em Recife, que todas as eleições – nos níveis federal, estadual e municipal – sejam realizadas em um mesmo ano. Não necessariamente na mesma data. Eleição de dois em dois anos, ao seu ver, promove a “eleitorização da política”. “Tudo o que se faz ou deixa de fazer é ou é interpretado como relacionado com a eleição, o que é muito ruim para o País”, disse. Para ele, a frequência e regularidade das eleições dificulta o exercício do governo. “A cada dois anos, por exemplo, o Estado para, não pode contratar nem fazer convênios com municípios por um determinado período”, observou. O governador de Pernambuco também atacou o que chamou de “velha política” de interesses “instalados na máquina pública”. “Cargo público tem que ser ocupado por quem tem capacidade, mérito, sobretudo espírito de liderança, e não por um incompetente que é nomeado somente porque tem um padrinho político forte”, afirma.

(Da Folhapress)