Dívidas antigas no consignado do Estado serão renegociadas

foto.consignadoSeplag se reuniu com Bradesco e Caixa para garantir uma efetiva renegociação para empréstimos antigos

O titular da Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag), Eduardo Diogo, reuniu-se ontem com representantes do Bradesco e da Caixa Econômica Federal – entidades financeiras responsáveis pelas operações do crédito consignado – para discutir ações que possam ser tomadas para garantir a renegociação mais efetiva de dívidas antigas contraídas por servidores públicos estaduais. Segundo ele, quem está endividado já pode regularizar sua situação de uma maneira bem simples.

Secretário de Planejamento e Gestão do Ceará solicitou dos bancos um cumprimento eficaz e ágil nas operações do consignado Foto: Divulgação

“O servidor que queira quitar um dívida antiga deve primeiramente se dirigir a uma agência da instituição financeira na qual contraiu tal empréstimo e solicitar a quitação. Após isso, o banco tem até 48 horas para emitir um boleto que deve ser levado, no prazo máximo de cinco dias, à uma agência Bradesco ou Caixa, onde será detalhada a melhor condição para liquidar essa dívida e contrair novos empréstimos”, explica o secretário.

consignadoAinda de acordo com Eduardo Diogo, as reuniões com os bancos responsáveis pelas operações do consignado passarão a acontecer periodicamente – a cada 30 dias – para avaliação e aperfeiçoamento do funcionamento do crédito. “Hoje (ontem) solicitamos dos bancos o cumprimento eficaz de tudo que foi previsto no decreto Estadual de Nº 31.101”, comenta.

De volta ao controle

Após passar um período sendo realizado pela Administradora Brasileira de Cartões (ABC), o controle das operações do crédito consignado voltou a ser da Seplag no mês passado, quando a liminar que proibia o governo do Estado de controlar as margens para contratação do financiamento foi suspensa pela PGE.

A retomada das operações era aguardada por centenas de servidores públicos estaduais, que esperavam um desfecho da briga jurídica entre o governo do Estado e a ABC para voltar a contratar empréstimos consignados com taxas de juros menores, de forma segura e sem intermediários. Para se ter uma ideia, um total de R$ 2,92 milhões, correspondentes a 353 operações de crédito consignado, foram negociados somente no primeiro dia em que o governo chamou para si a responsabilidade de controlar as margens consignáveis dos empréstimos, sem a intermediação de empresas privadas terceiras.

Fonte: Diário do Nordeste