Cid Gomes aumenta clima de divisão no PSB ao defender reeleição de Dilma

Governador do Ceará avalia que partido deve seguir ao lado do PT durante a próxima gestão, em vez de lançar Eduardo Campos

Karla Correia

Cid esteve ontem no Planalto e apresentou propostas nas áreas de educação e infraestrutura à presidente (José Cruz/ABr)
Cid esteve ontem no Planalto e apresentou propostas nas áreas de educação e infraestrutura à presidente
Afinado com a estratégia do Palácio do Planalto de minar a possível candidatura do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, à presidência em 2014, o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), aprofundou o clima de divisão interna em seu partido ao apoiar o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff. “Nós votamos na presidente Dilma, participamos do governo da presidente Dilma, portanto acho que o nosso caminho natural deveria ser apoiar a reeleição, caso ela seja candidata”, afirmou Cid, ontem, ao sair de reunião no gabinete presidencial.

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Cid tomou essa posição quatro dias depois que seu irmão, Ciro Gomes (PSB), atacou Eduardo Campos, afirmando que o correligionário não tem “projeto para o país”. E, enquanto o governador cearense se reunia com Dilma, Ciro Gomes voltou à carga. “Como alguém quer ser o presidente da República e não se sente obrigado, constrangido e estimulado a andar pelo país, visitar o Brasil e falar o que pensa, o que está errado. Porque se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, primeiro ele tem que sair do governo”, cobrou Ciro, após fazer palestra sobre a situação da economia brasileira em Salvador.