Oposição na CM dá apoio a servidores

O auditório da Câmara Municipal de Fortaleza foi ocupado, ontem, por vários funcionários da Companhia de Transporte Coletivo (CTC) que reivindicavam o pagamento de seus salários atrasados. Os vereadores de oposição cobraram da atual gestão um posicionamento, pois informaram que o secretário da Educação, Ivo Gomes, já informou que não pretende mais manter o contrato com a CTC.

O vereador Capitão Wagner (PR) afirmou que, mesmo com os salários atrasados, os trabalhadores da CTC continuam trabalhando normalmente FOTO: JOSÉ LEOMAR

De acordo com os vereadores do PT, a CTC estava em processo de falência quando a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, resolveu delegar à Companhia a responsabilidade pelo transporte escolar. O vereador Capitão Wagner (PR), informou que o último pagamento feito aos trabalhadores da CTC foi em dezembro de 2012, e que há dois meses eles não recebem salário.

Mesmo com os salários atrasados, Capitão Wagner assegura que eles continuam trabalhando normalmente, para que as crianças não sejam prejudicadas, deixando claro que a intenção é evitar uma greve. Contudo, o vereador disse que esteve com o secretário da Educação e ele não confirmou se vai pagar os salários atrasados.

“Estive com o Secretário de Educação e não percebi nenhuma intenção em pagar os servidores. Então, quem vai pagar? Será que existe uma empresa esperando a CTC quebrar para faze o serviço? Será que há algo por trás disso? Será que há a intenção de fazer a empresa CTC quebrar?”, questionou o parlamentar, afirmando que deve-se perguntar ao secretário, caso a CTC não seja mais contratada, como ficará os direitos trabalhistas dos funcionários.

O vereador Deodato Ramalho (PT) também reclamou a falta de um posicionamento da Prefeitura sobre o caso. Ele entende que os trabalhadores da CTC estão passando por um momento “angustiante” devido ao silêncio do Executivo Municipal. Para o petista, a atual administração está tratando esse problema com autoritarismo, já que as negociações não estão fluindo.

Calendário

Deodato Ramalho e Guilherme Sampaio criticaram ainda a decisão da Prefeitura em reduzir o calendário escolar de 2012. Conforme Guilherme Sampaio, após reunião, os representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) resolveram retirar a assinatura em apoio à mudança, esperando que outras categorias façam o mesmo.

O vereador alertou que o Conselho Nacional de Educação já negou outros pedidos de redução no calendário escolar. Ele citou o caso de São Paulo, que queria reduzir o calendário porque temia uma epidemia de gripe suína, mesmo assim, aponta, o Conselho negou o pedido, pois contraria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que preza por 800 horas/aula e 200 dias letivos.

Deodato Ramalho cobrou uma explicação por parte do Ministério Público que, segundo ele, está validando essa mudança no calendário escolar do ano passado. Além disso, o vereador alega que em entrevistas á imprensa não está claro se o prefeito e o secretário Ivo Gomes estão com os discursos afinados.

Diário do Nordeste