Professores federais querem suspender calendário

Sindicato encaminhou solicitação para suspender calendário de atividades nas universidades federais do Ceará. Isso porque alguns professores continuaram dando aulas, mesmo com a greve

Em greve desde o dia 12 de junho, os professores federais fizeram uma reunião ontem pela manhã para reivindicar a suspensão do calendário de atividades junto ao Conselho Universitário (Consuni). Com o cancelamento, os docentes pretendem interromper oficialmente as aulas, a aplicação de provas, os lançamentos de notas, as colações de grau, as transferências e outras atividades burocráticas da instituição.

O presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc-Sindicato), Marcelino Pequeno, informa que o conselho não quis deliberar sobre o assunto, mesmo sendo o órgão de instância máxima da Universidade Federal do Ceará (UFC).

O Consumi diz que vai encaminhar a reivindicação ao Conselho de Ensino de Pesquisa e Extensão (Cepe). “A reunião com o Cepe será marcada para a próxima semana”, comenta Marcelino, acrescentando que o início do segundo semestre já está comprometido por causa da greve. As atividades foram interrompidas faltando 20 dias para o encerramento do semestre.

Conforme Marcelino, a suspensão do calendário de atividades vai “minimizar” os efeitos da greve, garantindo “qualidade acadêmica” e “ética na universidade”. Ele explica que, mesmo com a greve, alguns professores ainda continuaram dando aulas e aplicando provas, causando um descompasso entre as disciplinas.

A fim da paralisação, os 20 dias terão de ser repostos integralmente, por ser um direito dos alunos que perderam as aulas. Os professores que continuaram lecionando e aplicando provas correrão o risco de terem que repetir as aulas e as avaliações. Para evitar tal situação, foi que o sindicato encaminhou a solicitação ao Consuni.

A reunião entre professores e Governo Federal, que havia sido marcada para o último dia 19, foi adiada. O presidente do sindicato informa que o Governo adiou por ainda não ter uma contra-proposta para apresentar. A expectativa é de que, até o dia 2 de julho, a reunião já tenha acontecido. Os professores esperam a reestruturação da carreira e ganho real de 30%.

O POVO tentou ouvir o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mas os telefones não atendiam.

ENTENDA A NOTÍCIA

Sindicato dos professores federais pede cancelamento de calendário universitário. Greve ocorreu há 20 dias do encerramento do semestre e alguns professores continuaram dando aulas e aplicando provas.Pedido será analisado por Conselho de Ensino de Pesquisa e Extensão.

Silvia Araújo
O Povo