A Educação no Ceará em 2013

Artur Bruno – DEPUTADO FEDERAL

A Educação no Ceará poderá dar passos largos em 2013. Na semana passada, acompanhamos a abertura oficial do ano letivo, na Secretaria da Educação do Estado. Na ocasião foram anunciados investimentos da ordem de R$ 228 milhões e prometidas 120 obras de médio e de grande porte.
O cenário é promissor.

Desta maneira, o Governo do Estado cumpre seu papel e o Ceará vai vivenciando um cenário de enfrentamento às desigualdades sociais. Sabemos que muitas destas são combatidas somente com investimentos sérios nas políticas públicas voltadas para a educação.

Os resultados não tardam em aparecer. O nosso Estado tem a melhor nota no Nordeste e a oitava no País no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ainda em 2011, os alunos da 4a série atingiram a meta estabelecida pelo Ministério da Educação projetada para 2017. A expectativa é que esses resultados melhorem a partir da perspectiva de mais investimentos alocados na rede pública de ensino.
O Ceará tem mostrado que pode servir de exemplo para outros estados quando o assunto é educação. O governo federal da presidenta Dilma Rousseff veio buscar aqui, no Ceará, a experiência do Programa Alfabetização na Idade Certa (Paic), que alfabetiza crianças até os sete anos de idade. Hoje, no Brasil, temos o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic).

Precisamos destacar uma ação que faz a diferença na vida dos jovens alunos do nosso Estado: a integração do ensino médio ao profissionalizante. Temos atualmente cerca de 100 escolas deste modelo. A expectativa é que sejam 130 até 2014. Assim, os jovens saem do Ensino Médio com uma possibilidade maior de conquistar uma vaga no concorrido mercado de trabalho que temos hoje.

Temos de ressaltar a pressão que entidades representativas vêm realizando junto ao poder público. Na semana passada, por exemplo, o governador Cid Gomes assinou mensagem acatando reivindicação do sindicato de professores e servidores da área. O resultado disso foi o aumento dos salários de secretários escolares e coordenadores, diretores de Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) e de escolas tipo C, além da criação do cargo de coordenador financeiro para dar maior eficiência às tarefas administrativas de cada escola.

Precisamos reconhecer que o governo tem avançado nas políticas públicas voltadas para a educação. Esperamos que 2013 seja um ano de mais avanços nessa área. Afinal, há ainda um longo caminho a ser trilhado para chegamos a um patamar ideal. Estaremos ao lado de entidades representativas, como sindicatos e associações, atentos para que esse caminho não seja modificado.

O Estado – CE