Estrutura de escola é precária

Vazamentos nas caixas d´água, infiltrações e banheiros interditados. Essas foram algumas das irregularidades de infraestrutura constatadas por uma comissão da Secretaria Municipal de Educação de Fortaleza (SME) ao visitar escolas da rede pública de ensino da cidade.

Na última sexta-feira (8), as visitas começaram na Escola Professor José Militão, no bairro Conjunto Ceará. Além dos problemas na estrutura da unidade, a comissão ainda identificou que duas salas de aula estavam fechadas por conta de instalações elétricas que estavam expostas e do teto, que encontrava-se quebrado. Do lado de fora da escola, era possível avistar vários amontoados de lixo na calçada.

Problemas

Segundo comissão, além de problemas estruturais, há falta de professores na instituição e não há vagas para os alunos do oitavo e nono anos. A comissão da SME é formada por entidades sociais e tem o objetivo de avaliar as condições da rede pública de ensino, identificar os problemas e buscar possíveis soluções. Nas escolas visitadas, as queixas mais comuns são falta de infraestrutura e também o atraso na matrícula de novos alunos.

Além das escolas, a comissão também visitou, na sexta-feira, dois centros de educação infantil da Secretaria Regional II. A intenção é realizar, em parceria com a SME, um diagnóstico sobre a situação de cada creche para adequar esses espaços às leis que regem a Educação Básica, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).

O secretário executivo da Regional (SER) I, Paulo Gomes, acompanhou a visita. No Centro de Educação Infantil Rocha Lima, no bairro São Gerardo, são atendidas 120 crianças. Já no bairro Ellery, foi visitado o Centro de Educação Infantil Martins de Aguiar, com 76 crianças.

Carol Bezerra afirma que tem se reunido com professores e diretores de creches e com o Secretário de Educação, Ivo Gomes, para discutir como a Prefeitura pode garantir espaços adequados para que mães e pais possam trabalhar e deixar seus filhos em ambientes seguros e com atendimento pedagógico de qualidade. Outra preocupação é com a identificação de crianças que precisam de cuidados especiais na aprendizagem.

Diário do Nordeste