Prova para a educação

Neste restinho de semana, com a retomada das rotinas, a Câmara Municipal tem elementos capazes de fazer ferver a política de Fortaleza. Educação na pauta, considerando o encurtamento do ano letivo de 2012, ainda se arrastando, para se adequar ao de 2013 – proposta do secretário Ivo Gomes encampada pelo Ministério Público e admitida por vereadores da Comissão de Educação, pelo Conselho Municipal de Educação e por entidades de trabalhadores do setor. Empresário do ensino e umbilicalmente ligado à gestão de Luizianne Lins , o vereador Guilherme Sampaio (PT) refuta a ideia. E a classifica como “ilegal e imoral”, pois feriria a Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Uma prova e tanto para a convivência política.

Um risco paira sobre a questão do ano escolar. É o de os debates servirem para escamotear as razões do atraso do calendário. Afinal o descompasso surgiu nas gestões de Luizianne Lins e Elmano de Freitas – esse como secretário – e caiu, como uma cruel pegadinha, no colo das de Roberto Cláudio e Ivo Gomes. A quem interessa não debater isso?

Diário do Nordeste