Escolas devem combater linguagem anti-gay, aponta estudo

Relatório britânico sobre educação sugere combate à linguagem anti-gay nas escolas

Um estudo britânico sobre abordagens de ensino e combate ao assédio moral divulgado na última terça-feira, 19 de junho, sugere que professores não estão sendo capazes de resolver questões de bullying e de criar uma cultura positiva nas escolas.

O Relatório Ofsted, do Escritório de Políticas, Serviços e Competências em Educação do Governo Britânico avaliou 1.357 alunos e 797 funcionários, em 56 escolas. Desse total, em 40 a palavra ‘gay’ foi usada pelos estudantes para se referir a algo similar a ‘lixo’.

O estudo aponta que termos ligados à homossexualidade são usados com tom depreciativos geralmente em playgrounds, pátios e ambientes extraclasses e ainda que os professores não se sentiam capazes de resolver questões envolvendo a linguagem depreciativa e homofóbica.

A maioria das escolas, no entanto, tinha uma cultura positiva e os alunos demonstraram consideração para os seus pares, mas oportunidades para ensinar sobre diversidade estavam sendo perdidas.

O relatório também observou que o comportamento de assédio moral só não era mais forte porque a maioria das escolas tinha desenvolvido material específico para lidar com o bullying homofóbico, enquanto outras tinham trazido palestrantes de fora da escola para conversar com alunos sobre essas questões.

Por : Gean Oliveira

MixBrasil