Creche e escola são alternativas às babás

Fátima Lima Verde, proprietária da escola Vila. Creches e Escolas são opções aos pais que não tem babá para cuidar das crianças
– SARA MAIA

Para os pais que passam o dia no trabalho, a ajuda de uma babá é bem-vinda. Se for alguém de confiança, ainda melhor. Há três anos, a servidora pública Andreza Bonfim e o diretor comercial Danilo Bastos deram à luz a pequena Lara. Junto, a babá Dalva também “entrou para a família”. “Era uma babá em extinção. Peça única, esforçada, calma, paciente”, elogia Andreza.

Há uma semana, Dalva foi para São Paulo morar com a filha. Agora, os pais de Lara estão repensando a presença de outra babá em casa. “Estamos na polêmica de saber se ela vai para o horário integral ou não. Ela já está em período de adaptação”, diz Danilo. Andreza está com o coração “do tamanho de uma azeitona” em deixar a filha o dia inteiro na escola, mas, por outro lado, acha que pode ser uma boa experiência, pois Lara é filha única e, no horário integral, terá a oportunidade de interagir mais com outras crianças.

Os pais até pensam em substituir Dalva eventualmente, mas “com outra proposta”. “Como a Dalva, a gente não consegue. Ela era uma babá de recém-nascido, de saber cuidar. Para a minha filha, agora aos três anos, seria melhor uma babá mais para brincadeiras.” Enquanto isso, o casal está se adaptando à nova rotina: Andreza deixa Lara na escola e Danilo a busca. “À noite, eu fazia academia, mas parei. Estamos fazendo um revezamento de tarefas que antes não havia”, diz Andreza.

Horário Integral

Segundo ela, a “tendência” é os pais colocarem os filhos no horário integral, se dedicarem mais às crianças e dispensarem as babás. “O país está mudando, tem mais estudo, esclarecimento, e a mão de obra está mais escassa. As pessoas não querem mais trabalhar na família, querem outros trabalhos.”

Além dos benefícios para o desenvolvimento da criança, a creche em horário integral pode sair mais em conta. Os pais de Lara estão pagando R$ 1.200 – R$ 570 a mais do que o custo do meio período. Dalva recebia dois salários mínimos, além de fazer todas as refeições na casa da família. “Para quem tem uma babá de um salário só, não é mais barato. Mas no nosso caso, é sim mais em conta.”

Lara está se adaptando não só ao horário integral, mas à falta da companhia de Dalva. “Durante esses três anos e meio, quem mais ficou com ela foi a babá. Dá um baque muito grande a ausência”, diz Andreza. (Isabela Bosi)

Serviço

Mais informações sobre creches e escolas

www.casadatialea.com.br

www.espacointeligente.com.br

www.escolavila.com.br

www.escolavilacrianca.com.br

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