Celular é “dilema” da volta às aulas

Da Alesp

Utensílio indispensável e nas mãos de usuários em idade cada vez mais tenra, o celular virou um dilema para pais e educadores. Às portas do início de mais um ano letivo, a presença dos aparelhos em sala, que hoje dão acesso a tudo, “inclusive” receber e fazer chamadas, ainda representa um obstáculo para professores.

Usar ou não usar até se discute. No entanto, celular dentro da sala de aula, ao menos no Estado de São Paulo, é proibido. A Lei Estadual 12.730, promulgada em 11 de outubro de 2007, veta a utilização de celular nos estabelecimentos de ensino em todo o território paulista. Vale lembrar que no Brasil, o estado paulista foi o primeiro a proibir os equipamentos.

Autor do texto transformado em lei, o deputado Orlando Morando (PSDB) enfatiza que a medida se aplica tanto para estabelecimentos de ensino públicos quanto privados. “Todas as escolas, públicas ou particulares são regidas pelas delegacias de ensino”, lembra.
Sancionada há seis anos, a lei foi redigida em época em que os celulares eram usados “somente” para efetuar e receber ligações ou, quando mudo, enviar e receber simples mensagens de textos.

Atualmente, é comum ver adolescentes nos pátios de colégios com modernos tablets ou smartphones, com grande leque de recursos e alta velocidade de conexão.
Para o deputado, entretanto, o texto não está defasado. “O sentido da lei é evitar a utilização de equipamento que desvie o foco de atenção do aluno. Além disso, há o incômodo por ruído. O principal é banir formas de comunicação externa durante a aula”, sintetiza o parlamentar.

A proibição de uso do telefone celular em sala de aula tem o objetivo de garantir a atenção do aluno. “A atenção do aluno deve estar 100 % direcionada aos estudos, na fixação do aprendizado, sem que nada possa desviá-lo disso”, diz o deputado autor do projeto.