Aluno é agredido por dez colegas

O estudante Manoel Félix do Nascimento, 16, foi agredido, com chutes na cabeça, por cerca de dez colegas do Colégio Estadual Paulo Freire, localizado na Avenida Senador Fernandes Távora, 1936, bairro Henrique Jorge. O adolescente deu entrada, na noite de anteontem, no Instituto Doutor José Frota (IJF), onde permanece internado. O garoto foi submetido a exames de raio-x e tomografia para saber a gravidade das lesões.

Fátima Félix, mãe do estudante espancado, o acompanhou ao hospital e disse que vai cobrar providências da escola sobre o ato de violência FOTO: FABIANE DE PAULA

A mãe do garoto, Fátima Félix do Nascimento, contou que o filho foi defender o colega, identificado por Felipe, que estava sendo espancado. A partir daí, os alunos esqueceram Felipe e passaram a agredir Manoel Félix.

Uma foto

A mãe do rapaz contou que tudo começou em sala de aula, quando um professor fez uma brincadeira com ele e Felipe, dizendo que os dois deveriam tirar uma fotografia e colocar em uma rede social. Os demais alunos passaram a fazer gozação com Manoel e Felipe, entretanto a brincadeira tomou ares mais sérios e resultou nas agressões. Felipe também ficou lesionado, mas foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Autran Nunes e liberado.

Logo que chegou ao “Frotão”, Manoel Félix foi medicado com analgésico, pois queixava-se de muitas dores na cabeça, principalmente na parte posterior. O médico Helder Pinto conversou com a Reportagem do Diário do Nordeste e disse que, na manhã de ontem, o estudante manteve-se consciente desde a hora em que chegou e que as dores eram normais em decorrência dos chutes que levou.

Maria de Fátima Félix disse que vai esperar o filho receber alta médica, para, em seguida, procurar a direção da escola e saber que providências serão tomadas contra os alunos agressores. A Assessoria de Imprensa da Secretaria Estadual de Educação, à qual a escola é subordinada, informou que já está apurando o fato e, ao mesmo tempo, prestando o apoio necessário ao aluno agredido e a à sua família.

Diário do Nordeste