Pais e escolas devem trabalhar juntos na adaptação dos alunos, diz especialista

Preparo da criança tem que começar em casa, afirma pedagoga

Rodson Baldan, do R7
escolaThinkstock

Janeiro representa o fim das férias para muitos alunos

A última semana do mês de janeiro marca o fim das férias e o retorno às aulas para muitos alunos da rede pública e particular de ensino do País. Alguns alunos enfrentam mudanças de escolas e outros encaram pela primeira vez a experiência de começar a frequentar o ambiente escolar, o que pode gerar um choque no aluno, fazendo com que ele tenha problemas de adaptação. Para que isso não ocorra, é necessário que os pais e as instituições de ensino estejam preparados para que a criança não tenha problemas na hora de chegar à escola.

Segundo Eloisa Lima, mestre em neurolinguistica pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e diretora pedagógica do DICE English Course, escola de inglês para crianças e adolescentes, a preparação da criança tem que começar em casa, com a família.

— A criança precisa estar segura de que as escolhas dos nossos familiares foram bem feitas. A criança não verbaliza isso nem tem consciência racional disso, mas ela sente no ambiente familiar se o pai e a mãe estão mais ou menos tensos perante uma escolha educacional.

Leia mais notícias de Educação

A coordenadora afirma que, a partir do momento que os pais confiam na escola escolhida, a criança sente-se mais confiante para frequentar o local.

No âmbito escolar, a situação também não deve ser diferente. Para Elisa, é fundamental que a escola se organize para receber os alunos nessa época do ano, principalmente quando se trata de crianças pequenas, ainda nos primeiros anos de estudo.

— A primeira coisa que a gente tem que se preocupar é se professor sabe o nome do seu aluno. É fundamental essa questão, porque ela [a criança] nota que você sabe quem ela é. Os professores, de modo geral, têm a lista de seus alunos e ele deve estar consciente que essa criança tem um nome, que é mais um na sala dele. E se ela está chorando, seja lá qual for a razão, tem que ter atenção individual.

A coordenadora ressalta que é fundamental que toda a equipe pedagógica da escola tenha passado por um treinamento, principalmente quando a equipe integra professores menos experientes.

— Se o educador não tiver um treinamento apropriado, vai ter consequências que são muito perigosas. Um professor nervoso é como um médico que treme em uma cirurgia.

É importante também que a escola saiba mediar a relação entre os alunos. Quando a criança é pequena, ressalta a pedagoga, o período de adaptação com os outros colegas pode ser mais demorado, mas esse processo é essencial com alunos mais velhos. Elisa afirma que atividades que permitam que as crianças sem unam, como jogos, são a melhor opção como “estratégia de socialização” entre as os colegas.