Oposição ainda está sem espaço definido

Após rejeitarem compor a nova Mesa da Câmara, alguns oposicionistas estão defendendo ter candidato para a disputa

O Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido da República (PR), depois de não aceitarem as condições do peemedebista Walter Cavalcante para participarem da composição da futura Mesa Diretora da Câmara Municipal, a ser eleita no dia 1° de janeiro próximo, estão agora, atrás de construir um denominador comum para suas postulações à presidência da Câmara Municipal. Enquanto um diz que mantém a candidatura de Acrísio Sena à reeleição, o outro aparece com o nome de Adelmo Martins, mas salientando que pode, sim, compor uma chapa de apoio à indicação petista.

Walter Cavalcante quer destinar apenas uma presidência de comissão, no caso a de Educação para a bancada do PT na Câmara Municipal FOTO: ALCIDES FREIRE

Juntos, os dois partidos têm sete representantes na Casa Legislativa, e para conseguirem o apoio de colegas de outros partidos, terão que fazer um esforço incomum, visto que a grande maioria dos parlamentares já disse apoiar o nome de Walter Cavalcante. O vereador, que encabeça a única chapa composta até agora, informou ao Diário do Nordeste que fez de tudo para que eles participassem da composição da nova Mesa Diretora, mas afirmou ainda que não irá voltar atrás da decisão que já foi tomada.

Definitiva

Ronivaldo Maia (PT), no entanto, acredita que a chapa formada não é hegemônica e nem definitiva, portanto, acredita ele que, com algumas interlocuções, consiga o apoio de PTC, PTN e até do PSC. Ambos partidos receberam algum espaço na nova Mesa Diretora, mas segundo o petista, as vagas que foram dadas a eles não refletem a representação dos mesmos na Casa. Para se ter uma ideia, juntas, as três agremiações elegeram dez vereadores para a próxima legislatura, enquanto PSL, PV e PSB, que ficaram com a primeira vice-presidência, segunda vice e primeira secretaria, respectivamente, fizeram apenas seis nomes para a Câmara.

“O lançamento daquela chapa mostrou que ali não existe hegemonia, e sim um clima de inconformismo no ar. Aquele grupo dos 24 queria impor ao PT que quem quiser que venha e nós queremos nos abrir para uma chapa que respeite a proporcionalidade. O PTC de vogal? Pelo amor de Deus. O PTN colocaram na 3ª secretaria, ,o que eu lamento muito”, disse Ronivaldo Maia, atual líder do Governo Luizianne Lins.

O PR esteve reunido no fim da tarde de ontem para discutir se irá apoiar a candidatura de Acrísio Sena ou se lança um nome e constrói uma chapa com os possíveis “descontentes” da chapa majoritária da Casa.

Reuniões

Um vereador republicano, no entanto, afirmou ao Diário do Nordeste que já estava cansado de tantas reuniões que não chegam a um denominador comum. Até o fechamento desta edição, a reunião ainda não havia terminado. No grupo de Walter Cavalcante, no entanto, a discussão é outra, pois segundo ele, o momento de debater a composição da Mesa Diretora já passou.

A questão agora é tentar construir um consenso, e dessa vez, respeitando a proporcionalidade, para a presidência das comissões permanentes da Casa Legislativa. Segundo o peemedebista, até o momento, somente os colegiados do Orçamento e de Legislação já têm seus devidos presidentes escolhidos. O primeiro ele não quis adiantar, mas a comissão de Legislação e Justiça deve permanecer sobre a direção de Magaly Marques (PMDB).

Para o PT, que Walter Cavalcante não quer deixar de fora, deve ser indicado a direção da Comissão de Educação, ainda que os petistas queiram também a dos Direitos Humanos. O PR, segundo ele, também deve ser agraciado com a presidência de uma comissão. PSC está de olho nas de Transporte e Meio Ambiente. PTC também tem interesse na Comissão de Aviação e Transporte.

Para esta semana, Walter Cavalcante está programando uma outra reunião com petistas e republicanos e um encontro com o grupo de apoiadores, que segundo ele, chega a 34 vereadores. “Quero fazer essa reunião para aglutinar o nosso programa de administração, ouvir os vereadores, suas sugestões.

Estamos ainda fazendo alguns ajustes e eu não acho justo que o PR e o PT fiquem de fora das comissões. Vou conversar com eles sobre o interesse da cada um em relação as comissões”, disse o peemedebista, embora tenha ciência de que não será fácil solucionar o problema com os oposicionistas.

Diário do Nordeste