Para Dedé, faltou mobilização petista

Para o deputado Dedé Teixeira (PT), faltou uma maior mobilização da bancada do PT, na Câmara dos Deputados, para a votação do projeto que redistribui os royalties do pré-sal. A intenção do governo era ver aprovado o substitutivo do relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que aplicava 100% dos recursos dos royalties para a educação, mas por apenas nove votos o substitutivo foi descartado, sendo aprovado o projeto original do Senado, que redistribui os royalties para beneficiar estados e municípios não produtores.

Segundo o petista, no dia da votação, realizada na última terça-feira, 11 deputados do PT deixaram de comparecer. O número, atesta, seria suficiente para pôr em votação o substitutivo de Carlos Zarattini. Dedé Teixeira lamentou o resultado da votação, entendendo que a educação ganharia muito caso fosse garantindo para o setor 100% das riquezas geradas pelo pré-sal.

Ensino

De acordo com o deputado, tal medida possibilitaria a universalização, até 2016, do ensino para alunos entre quatro e cinco anos, como a garantia de creches para 50% alunos na faixa etária de zero a três anos. O substitutivo de Zarattini também garantia, conforme destacou, o compromisso dos estados de organizarem o Plano de Cargos e Carreiras (PCC) dos professores. “Mas infelizmente isso não foi possível”, lamentou.

Agora como a decisão está nas mãos da presidente Dilma Rousseff, Dedé Teixeira lembra que o Executivo poderá vetar parcialmente o projeto aprovado, não descartando a possibilidade de veto total. Isso porque o texto aprovado não garante aos estados produtores as conquistas obtidas em contratos anteriores de exploração de petróleo. Porém, alega que a presidente fará uma análise “bastante exaustiva” antes da decisão.

Assim como Dedé Teixeira, os deputados Lula Morais (PCdoB) e Roberto Mesquita (PV) lamentaram o resultado da votação sobre a redistribuição dos royalties do pré-sal. Lula Morais alegou que ao longo dos anos é feita uma defesa pela melhoria da educação, entendendo ser essa uma ponte para elevar a qualidade do ensino e melhorar o salário dos professores.

Para Roberto Mesquita, o maior legado que um governo pode deixar para a nação é o ensino de qualidade, observando que, hoje, os cursos mais concorridos nas universidades públicas são alcançados, na sua maioria, por alunos oriundos das escolas particulares, não sobrando muitas chances para quem vem da escola pública.

Diário do Nordeste