Sindicatos afirmam que alertaram Prefeitura e Governo

Os presidentes dos sindicatos dos professores das redes municipal e estadual – Sindiute e Apeoc, respectivamente – afirmam que as secretarias da Educação da Prefeitura e do Governo do Estado já foram alertadas sobre a situação de risco pela qual passam professores, funcionários e alunos. “Ouvimos dos professores relatos de tiroteio na porta das escolas. Os vigilantes são avisados de que vai ter conflito”, avisa Gardênia Baima, presidente do Sindiute.

“Isso reflete na qualidade do trabalho. Não há quem consiga dar uma aula como gostaria sendo surpreendido por situações de violência”, diz Baima. A presidente afirma que fez o pedido de gratificação para os professores municipais que trabalham em locais inóspitos. Segundo ela, o pedido já foi publicado no Diário Oficial do Município. “O aumento não assegura a vida. Mas o professor vai poder pagar as prestações de um veículo e ter acesso mais tranquilo”. Gardênia não soube precisar quantos seriam beneficiados.

Os bairros considerados mais perigosos estão localizados nas Secretarias Executivas Regionais V e VI, tanto do Município quanto do Estado. Entretanto, segundo Anísio Melo, presidente do Apeoc-Sindicato, a violência também atinge outras áreas da cidade. “Infelizmente, hoje a violência atinge toda a cidade. Porém, em alguns locais ela se apresenta de maneira mais crítica”, opina.

Melo alerta que dentro das escolas estaduais há um sentimento de fragilidade em relação à própria integridade física e segurança dos profissionais. “Muitas vezes os porteiros sofrem assédios do tráfico. Não é questão só dentro da escola”, atesta. Melo afirma que o debate é urgente em relação ao entorno dos colégios públicos. “O corpo docente hoje não tem condições estruturais, psicológicas ou técnicas para tratar a questão de forma isolada. Temos que trazer para a sociedade discutir”, defende. (AF)

O Povo