Para ministro, lei irá ajudar a melhorar escolas públicas

Mercadante cobrou ainda que universidades formem bons professores – ANTÔNIO CRUZ/ABR

A Lei de Cotas, cuja regulamentação deve ser apresentada pelo Governo até no máximo esta quinta-feira, contribuirá para a melhoria do ensino das escolas públicas. Foi o que avaliou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao participar ontem da abertura do seminário Qualidade do Ensino Médio, promovido pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília.

De acordo com o ministro, com maior possibilidade de ingresso na universidade, os estudantes e professores se empenharão mais para melhorar a qualidade do ensino. No entanto, Mercadante lembrou que as instituições do ensino superior terão de se esforçar para garantir o pleno acompanhamento desses estudantes.

O ministro defendeu a participação das universidades federais na elevação da qualidade do ensino médio do País. Para ele, a boa formação universitária do docente garante um melhor rendimento dentro da sala de aula: “A universidade agora terá que se dedicar mais à formação dos professores da rede pública. É um motivo a mais para trabalharmos juntos nesse processo”, disse.

Mercadante lembrou que, a partir de 2013, os mestres das escolas públicas deverão receber tablets com toda a bibliografia da fase escolar e as unidades de ensino precisarão ser equipadas com redes de Internet sem fio. Haverá ainda novos investimentos em formação inicial e continuada para professores, diretores e gestores.

Apesar das deficiências ainda existentes, é possível se observar uma evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) no período de 2005 a 2011, segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, que também participou do evento. No ensino médio, o índice evoluiu de 3,4 para 3,7, atingindo a meta estipulada.

De acordo com o dirigente, o salto é ainda maior no ensino fundamental, cujo índice saltou de 3,8 para 5,0 no mesmo período. Para o presidente do Inep, isso pode significar que, no futuro, esses jovens contribuirão para um aumento no índice do ensino médio. “O Brasil está melhorando, estamos avançando e vamos avançar. A pergunta é: a que velocidade queremos isso? Tem que ser rápido”, concluiu.

A partir do dia 16 deste mês, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), vai discutir medidas de melhorias para o ensino médio, segundo o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Cesar Callegari. (das agências)

E agora

ENTENDA A NOTÍCIA

O decreto presidencial vai detalhar as regras e o cronograma de implementação do novo sistema de distribuição de vagas no sistema federal de ensino superior. As universidades e institutos federais terão 4 anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas.

O Povo