Educação a distância pode ser a solução

“Um alívio”, resumiu uma estudante do curso de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC). “Uma pena que a decisão tenha partido do próprio detento e não da Justiça, que, teoricamente, deveria proteger a sociedade”, apreciou outro discente. “Acabou o medo, sim, mas não é porque somos contra o direito dele à educação, mas a favor da nossa condição de ir e vir de uma faculdade sem correr riscos”, compreende outro aluno.

Enquanto os estudantes demonstram estar mais tranquilos com a desistência de Luiz Miguel Melitão Guerreiro de cursar Geografia, o reitor da UFC, professor Jesualdo Farias, observa na questão levantada por Melitão a importância de viabilizar propostas mais diferenciadas de acesso ao ensino superior. “Tudo isso nos fez despertar para o direito que eu sei que detentos como ele (Melitão) possuem de continuar estudando. Entendemos e concordamos com a importância dessa ressocialização, mas não da forma como se deu”, comenta.

Segundo Jesualdo, propostas já estão sendo pensadas para que o ensino a distância seja a solução nesses casos.

“Pretendemos conversar com a Secretaria da Justiça. Queremos contribuir com o Governo do Estado para prover a educação a distância, independente de qualquer ação. Não queremos negar esse direito”, garante Jesualdo.(SRA)