Educação especial beneficia alunos

Desde 2008, Pacatuba aderiu à nova interpretação do sistema de educação especial, que possibilita ao aluno com deficiência a cursar o ensino regular

Fortaleza A preocupação em atender com eficiência a população estudantil, sem distinção, é uma prioridade da Secretaria de Educação de Pacatuba. Prova disso está na estrutura que o Município possui com salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Trata-se de pontos de apoio dentro das unidades escolares para crianças com algum tipo de deficiência.

Até o momento, dez escolas já disponibilizam o serviço, que conta com livros em braile, brinquedos e utensílios escolares e domésticos adaptados. Desde 2008, a cidade de Pacatuba aderiu à nova interpretação do sistema de educação especial, que possibilita ao aluno com deficiência a cursar o ensino regular. Ao todo, são atendidos cerca de 130 adolescentes e crianças.

Formação continuada

A psicopedagoga e coordenadora, Marta Stela, explica o projeto e acrescenta que, além de uma estrutura adequada, os professores também possuem especialização e formação educacional. “Os professores receberam curso de formação continuada em educação especial inclusiva, bem como especialização em Braile, Libras, tecnologia assistida, superdotação e altas habilidades”, ressalta Marta Stela.

Para a diretora da Escola Nelly de Lima e Melo, Auristela de Abreu, a iniciativa é positiva. Quanto aos alunos especiais, ela destaca que não há diferença que dificulte ou impeça o aprendizado. “Trabalhamos a conscientização do respeito dentro da escola”, afirma a diretora.

Outra perspectiva trabalhada pela secretaria é a da adesão dos pais, que precisam estar preparados para lidar com um filho que precise da educação especial.

“Existem mães que não deixam o filho ir à escola por medo dele sofrer preconceito. Elas precisam saber que a inclusão é necessária, e que a nossa sociedade está avançando, diz a secretária Ana Kelly Pinto Cavalcante.

O grande desafio é fazer com que os adultos vençam o preconceito. Esse se torna bem maior do que nas crianças, uma vez que boa parte vê o colega com deficiência de forma solidária.

Diário do Nordeste