Institutos tecnológicos oficializam paralisação

A paralisação prevista para ter início hoje atingirá cerca de 40 mil servidores em todo o Brasil

Foto – Professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) realizaram assembleia no início do mês para decidir sobre a adesão à greve nacional. Os docentes da UFC decidiram pela paralisação das atividades. NATINHO RODRIGUES

Brasília. Os servidores técnicos administrativos e os professores dos institutos federais de educação tecnológica oficializam hoje o movimento de greve em todo o país, com a instalação do Comando Nacional de Greve. Formado por representantes estaduais, o órgão sindical será responsável pelas negociações com o governo federal.Liderado pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), o movimento atuará em conjunto à greve dos professores das instituições federais de ensino superior, parados há um mês.

A categoria reivindica, entre outros pontos, a reestruturação das carreiras técnicas e dos docentes, a democratização das relações de trabalho e a aprovação da carga horária de 30 hora para os técnicos administrativos.

De acordo com a secretária adjunta de Comunicação do Sinasefe, Eugênia Martins, a categoria vinha negociando com o governo para evitar a greve. Contudo, como não houve avanço nas tratativas, várias instituições de ensino técnico decidiram paralisar suas atividades na semana passada.

“O que está travando as negociações é que o governo está tratando de forma diferenciada os administrativos e os professores. Além disso, o governo ofereceu uma proposta para os professores, que não atende às reivindicações, mas nenhuma para os servidores administrativos”, disse Eugenia Martins.

Amanhã, junto com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes), representantes do Sinasefe vão se reunir com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, para negociar as reivindicações das categorias que estão em greve.

Universidades

A greve dos professores das universidades federais completou um mês ontem sem nenhuma perspectiva para o fim do movimento. O Ministério do Planejamento prometeu apresentar amanhã uma proposta para o plano de carreira dos docentes. Porém, o Andes avalia que a greve não será encerrada, mesmo se a proposta for considerada boa.

“Esperamos que o governo pare de enrolar e apresente uma proposta concreta. Esperamos que haja algo objetivo para que, a partir daí, possamos iniciar um processo de negociação. O fim da greve sequer está na nossa pauta”, disse o primeiro-vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch.

A greve dos professores universitários já atinge 55 instituições federais de ensino em todo o país. A paralisação dos Institutos Federais deve atingir 40 mil servidores.

Diário do Nordeste