Encontros discutem práticas educacionais

Especialistas falam sobre as novas mídias como ferramentas de ensino e o impacto da mudança na sala de aula

Foto – Para o coordenador do Nhime, José Gerardo Vasconcelos, a educação não pode negar a influência das ferramentas virtuais no seu cotidiano Crédito: Waleska Santiago

As práticas de ensino mudaram muito nas últimas décadas. O antigo pó de giz e os livros paradidáticos perdem lugar, hoje, para os computadores e os tablets. Se antes o professor era o único detentor do saber, nos dias atuais, os alunos “sugam” conhecimento de onde podem, de revistas, filmes e sites. O desafio posto, agora, é lidar com o excesso de informações e com as novas ferramentas existentes na cultura virtual e cibernética.Para debater esse assunto e o impacto disso dentro da sala de aula, a Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (UFC) convida para o XI Encontro Cearense de História da Educação e o I Encontro Nacional do Núcleo de História e Memória da Educação, a se realizar entre os dias 28 e 30 de junho. O tema será “o real e o virtual”. As inscrições para ouvintes podem ser feitas até a data do evento.

Para José Gerardo Vasconcelos, professor da UFC e coordenador da linha de Pesquisa História e Memória da Educação (Nhime), esses encontros são importantes por trazerem à tona questões delicadas e polêmicas como o uso da internet nas escolas, potencialidades das redes sociais e os desafios para implantação e a efetivação do ensino virtual e da cibercultura.

“A dinâmica da comunicação e das novas ferramentas virtuais é muito rápida hoje. A educação não pode negar a influência delas no seu cotidiano. A questão é potencializar esses meios, saber usar o novo para, inclusive, pesquisar mais sobre o antigo”, afirma o coordenador do Nhime.

Para a doutoranda e integrante do grupo, Cibelle Amorim, as novas práticas de ensino e comunicação são influenciadas pela cultura e tudo isso modifica o modo de se ensinar. “Os educadores e pesquisadores, agora, têm que saber lidar mesmo é com o excesso de informações e com a perda de domínio exclusivo do saber pelo professor”, diz.

O XI Encontro Cearense de História da Educação e o I Encontro Nacional de História e Memória da Educação contarão com seis mesas principais de debates que trarão as seguintes temáticas: instituições e a cultura escolar; biografias e intelectuais da educação; fontes e métodos na pesquisa educacional; cultura e práticas educativas digitais; educação e religiosidade e, por fim, livros, leituras e educação.

O grupo de pesquisa atua junto ao programa de Pós-Graduação em Educação Brasileira, da Universidade Federal do Ceará desde 2001. Organiza encontros de pesquisas anuais no Estado do Ceará. Já realizou nove encontros de pesquisa, sediando o I encontro Norte e Nordeste de história da educação em 2006, na cidade de Guaramiranga.

Em 2007, por exemplo, realizou o I Colóquio Internacional de história e memória da educação. Já em 2008, promoveu o VII Encontro na cidade de Barbalha.

Em 2009, na cidade de Fortaleza, efetivou-se o VIII Encontro de pesquisa. Promoveu, ainda, o IX encontro de pesquisa em Sobral. O resultado oficial de todos esses encontros formais foram publicados em livros e anais.

IVNA GIRÃO
REPÓRTER

Diário do Nordeste