“Houve excessos individuais, que são lamentáveis”, admite Roberto Cláudio sobre agressão a professores

O candidato a prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PSB), negou que tenha partido dele qualquer ordem para bater em professores ou em quem quer que seja. Admitiu, contudo, que houve excessos por parte da segurança da Assembleia Legislativa. “Houve excessos individuais, que são lamentáveis”, apontou. Ele é o convidado desta terça-feira, 11, da série de entrevistas A Hora da Verdade, no Grupo de Comunicação O POVO.

Roberto Cláudio citou episódios em que seguranças recentemente também entraram em confronto com manifestantes que tentaram invadir a residência oficial da presidente da República. Ele apontou que também ali houve excesso, mas descartou, igualmente, que a determinação tenha partido de Dilma Rousseff (PT).

Ele também falou de episódio em que a Guarda Municipal (o candidato citou a AMC) lançou spray de pimenta contra professores na Câmara. Roberto Cláudio apontou que não acredita que tenha sido ordem da prefeita Luizianne Lins (PT).

Veja a entrevista na íntegra com o candidato Roberto Cláudio

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O candidato criticou, porém, o uso do episódio da Assembleia “de forma manipulada”, segundo ele.

Ao falar sobre a educação municipal, ele afirmou que falta dinheiro porque a Prefeitura gasta demais com terceirizados, que, nas escolas, seriam pouco necessários. E assegurou: “Na minha gestão, pode faltar dinheiro para outra coisa. Para educação, não vai faltar”.

Redação O POVO Online

Roberto Cláudio diz que não mandou bater em professor. Se eleito, fará auditoria

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O candidato a prefeito de Fortaleza pelo PSB/PMDB, Roberto Cláudio, garantiu para o Blog que não deu ordem para, em ato de protesto dos professores, mandar bater em lideranças da categoria. Ele também fala sobre o gasto de R$ 3 milhões do Governo do Estado com show do tenor espanhol Plácido Domingo, que marcou a inauguração do Centro de Eventos. Sobre ter apoio do PT, caso ele passe para o segundo turno, preferiu dizer que quer primeiro passar para a nova fase da disputa.

* Confira a sabatina de Roberto Cláudio no portal O POVO Online (www.opovo.com.br) e na Rádio OPOVO/CBN – AM 1010.

Blog do Eliomar

Polêmicas são “factoide”
FOTO SARA MAIA – Candidato do PSB foi sabatinado por três jornalistas do O POVO e respondeu a ouvintes

Se ainda faltava lenha na fogueira entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado em torno das desapropriações na Via Expressa, o candidato à sucessão da prefeita Luizianne Lins (PT), Roberto Cláudio (PSB) tratou ontem de reacender a polêmica. Ao ser sabatinado por jornalista do O POVO na série “A Hora da Verdade”, o candidato classificou o caso como um “factoide” e disse que a desapropriação é uma parte das quatro obras que “não andam” no cronograma de Fortaleza para a Copa do Mundo de 2014.

“O governo estadual tem as obras mais adiantadas da Copa, inclusive o VLT, com 15% realizados. E a Prefeitura não tem nenhuma das quatro obras…”, comparou. Segundo ele, as obras municipais não têm celeridade porque a licitação foi vencida por uma empresa envolvida em um “escândalo nacional” – a Delta Construções.

Roberto Cláudio disse ainda que, se fosse prefeito atualmente e estivesse na situação da prefeita Luizianne Lins (PT), “acabava com a política e iria atrás de resolver (a polêmica das desapropriações)”.

Outro alvo do postulante foi o Hospital da Mulher. “Vou fazer uma denúncia grave: há hoje redução de horas de trabalho de profissionais de saúde dos postos para colocar profissionais às pressas no Hospital da Mulher. E também estoques de medicamentos que estão sendo transferidos para o Hospital da Mulher.”

Roberto Cláudio também respondeu questões sobre tratamento dispensado a professores públicos, vida profissional, transparência e relação política com o governo Cid Gomes. Confira.

Ruy Lima – Os professores que aparecem na sua propaganda são realmente professores de escolas públicas? O senhor reconhece que houve excessos no episódio em que professores em greve foram espancados por policiais e seguranças da Assembleia Legislativa

Roberto Cláudio – Poucas semanas atrás houve um episódio semelhante de tentativa de invasão de um grupo de grevistas na residência oficial da presidente Dilma (Rousseff). E alguns policiais militares com cachorros acabaram cometendo ato de excesso. Ninguém vai pensar que o excesso dos policiais foi ordenado por uma mulher guerreira, corajosa e de militância política como a presidente Dilma Rousseff. Em nenhum momento daquele episódio na Assembleia surgiu qualquer ordem minha para qualquer ato de violência contra os professores. Houve excessos individuais e isso é lamentável. Lamento que este fato seja usado de forma manipulada, com fins eleitorais. Minha história pessoal é a prova viva do meu compromisso com o servidor público estadual e especialmente com o professor. Em relação às imagens da campanha, temos o apoio de centenas de professores, de escolas públicas estaduais, municipais, escolas particulares e universidades. Tivemos um ato onde tivemos apoio explícito e público de professores.

Plínio Bortolotti – Em seu plano de governo consta: valorização dos professores e profissionalização da gestão. Efetivamente, como o senhor pretende fazer isso? Atendendo à reivindicação de professores de cerca de R$ 1.900?

Roberto Cláudio – De imediato não tem como assumir e dar R$ 1.900. Temos que ser bastante francos. Temos que sentar com os professores, dialogar. Seria insano agora, sentado aqui, sem ter acesso às contas da Prefeitura assumir qualquer compromisso de aumento salarial. Meu compromisso é garantir que cada real da Educação será destinado prioritariamente para garantir o aumento do salário e o cumprimento do piso.

Plínio – Então o senhor pode chegar lá, ver as finanças e observar que não tem como dar esse aumento.

Roberto Cláudio – Só que a Prefeitura gasta hoje menos de 25% com Educação. A primeira coisa é gastar mais. Gastando mais de 25% a gente já vai ter um lastro para negociar com os professores o aumento progressivo. É possível chegar ao piso de R$ 1.900 progressivamente, em quatro anos. Isso associado a outra tarefa importante, que é um terço do tempo para o professor planejar aula. Só o piso salarial não satisfaz a demanda dos professores municipais.

Ruy – Mas a Prefeitura diz que não investe mais do que esses 25% porque não tem dinheiro para isso. O senhor sabe de onde vai tirar esse dinheiro?

Roberto Cláudio – A Prefeitura não tem esse dinheiro porque infelizmente gasta excessivamente com cargos terceirizados na Educação, que são muitas vezes pouco necessários para a função efetiva de uma escola, que é educar. O grande agente de transformação no processo educativo é o professor. Tem uma rede de terceirizados ineficiente e acaba impondo ao professor o prejuízo de ser pago a ele um salário menor do que se pode pagar.

Erivaldo Carvalho – Mas o concursado sai às vezes mais caro para o ente público.

Roberto Cláudio – Na minha gestão pode faltar dinheiro para outra coisa. Para a Educação, não vai faltar. O Orçamento é um bolo no qual você tem que assumir prioridades. Não há justificativa para a gente ter hoje a segunda pior Educação do Ceará. É preciso uma melhor gestão de recursos e gastar prioritariamente na Educação.

Internauta Augusto César Tavares, professor – O senhor critica o Governo do Estado, que também contrata professores terceirizados?

Roberto Cláudio – O governo que fez o maior concurso da história para professores foi o governo do Cid (Gomes, governador). E há uma negociação em andamento com os professores do Estado. Certamente há papel para os terceirizados. O que não é atividade final. O que não pode é a atividade auxiliar do terceirizado se sobrepor à atividade fim.

Felipe Araújo – Como o senhor explicar o fato de ser chefe do Poder que tem como função fiscalizar o Executivo e ao mesmo tempo ser apadrinhado pelo governador, que deveria ser alvo da sua fiscalização?

Roberto Cláudio – Antes de ser candidato do governador, sou candidato de um projeto, de uma aliança de 14 partidos políticos. Não sou um candidato apadrinhado, surgi de uma discussão interna do partido e mais ampla entre os outros partidos.

Plínio – Mas, durante o governo Cid Gomes, a Assembleia Legislativa não serviu de fiscalizadora, mas de para-choque as decisões do governador.

Roberto Cláudio – As decisões do Parlamento são decisões de maioria e a intervenção da presidência é sempre mal vinda e inadequada. A Assembleia é um retrato da situação que está aí. Se você tem um governo de aliança política e quando esse governo tem boa aprovação popular é natural que as bases sejam mais largas.

Felipe – Não é ética e legalmente questionável essa relação padrinho/candidato entre o presidente da Assembleia e o chefe do Executivo?

Roberto Cláudio – De forma alguma. Fui eleito presidente da Assembleia. Não estou ali apontado por ninguém.

Plínio – Mas o senhor foi apontado pelo governador.

Roberto Cláudio – Se vocês quiserem desconstruir minha história eu estou aqui para ouvi-los humildemente. Mas eu tenho uma história. Sou médico, fiz Ph.D em Saúde Pública, voltei ao Ceará, me elegi duas vezes… Estou querendo ter o direto de responder. Vocês estão dando a impressão de que esta é uma candidatura apadrinhada e ponto. Estou querendo explicar à população a minha história. Não caí de paraquedas nesse processo.

Ouvintes – A grande maioria dos seus doadores de campanha são ligados à construção civil. De fato é doação ou investimento que, no futuro, retornaria em benefícios para esse grupo no seu governo?

Roberto Cláudio – Com muita clareza, eu declaro a receita e a despesa real. A minha campanha tem uma orientação: não existe doação por fora. É tudo declarado de forma transparência. Entrei nisso porque me sinto verdadeiramente vocacionado. Sou médico, poderia ter uma especialidade para ficar “podre de rico”, ganhando dinheiro, ficando feliz, satisfeito da vida. Fiz Saúde Pública, decidi ser político, não tenho ambições materiais. Estou aqui por uma causa, por uma paixão. No momento em que qualquer interesse privado se sobreponha ao interesse público, está na hora de eu me aposentar.

Ruy – Pelo que consta na sua biografia, o senhor jamais deu um dia trabalho em um hospital público.

Roberto Cláudio – Como todo meu respeito a você: pelo amor de Deus, quem lhe deu essa informação? A informação está equivocada. Fui plantonista de emergências públicas e privadas em Fortaleza e no Interior. Entre minha formação e minha ida ao Exterior, dei plantão em hospitais de Trairi, de Paraipaba, de Pentecoste…

Ruy – Mas por que isso não consta na sua biografia?

Roberto Cláudio – Porque esse não foi meu caminha profissional. Trabalhei por oito meses, antes de seguir para os Estados Unidos.

Ruy – O senhor optou pela vocação e prazer entrando na política?

Roberto Cláudio – Eu sempre fui vocacionado para a política. Agora, escolhi um caminha diferente. Muita gente entra na política pela porto do sindicato, da empresa, por ser filho de político. Eu entrei pela porta da academia. Me formei médico, fiz Ph.D e me transformei em político.

Erivaldo – Em seu programa de governo, há um ponto que propõe “segurança cidadã”. Os números de assaltos a banco e homicídios, por exemplo, aumentaram. É uma responsabilidade do Governo do Estado. Quando o senhor fala em “segurança cidadã” para Fortaleza é nesse modelo?

Roberto Cláudio – Esse é um grave problema. Se não fosse o aumento de efetivo da Polícia, o aumento no número de viaturas, se não fosse a nova academia e os novos equipamentos, a violência estaria ainda pior. O problema é que se atribui a violência à questão da repressão policial. O governador está assumindo uma responsabilidade como nunca antes vista na história do Ceará. Entretanto, a responsabilidade pela segurança, pela cidadania e pela paz é da Prefeitura. No Bom Jardim, no Dendê, na Vila Velha e Pedras, são os piores indicadores de criminalidade em Fortaleza, lá é onde há a maior ausência do poder público municipal.

Erivaldo – Mas lá não é também Estado do Ceará?

Roberto Cláudio – É, mas não é só a Polícia que resolve. Passa por habitação digna, passa por um projeto de qualificação profissional para a juventude. Temos um Cuca em Fortaleza para atender um universos de 700 mil jovens entre 14 e 30 anos de idade. Violência é diferente de segurança pública e a violência em Fortaleza passa por políticas de urbanização, de iluminação, de quadra de esportes, de uma nova Guarda Municipal…

Plínio – Quando a coisa funciona o senhor diz que a responsabilidade do Governo do Estado e quando não funciona diz que a responsabilidade é da Prefeitura. Em segurança, obviamente a Prefeitura tem certa responsabilidade, mas a responsabilidade maior é do Governo do Estado.

Roberto Cláudio – Segurança pública de aparelho policial é de responsabilidade do Estado. E o tratamento dado ao aparelho policial do Ceará não existe na história. Havia 40 delegacias no Interior, estão sendo feitas mais 50, com mais da metade funcionando. Mais de 80 delegados foram chamados. Um terço dos policiais militares foi chamado pelo governo Cid.

Plínio – O senhor é a favor de armar a Guarda Municipal?

Roberto Cláudio – Não. Sou contra. Não é adicionando mais armas na cidade que você vai garantir mais paz na cidade. Até porque o papel da Guarda não esse. A Guarda é um agente primário da segurança, mas muito mais da cidadania e defesa social. A primeira coisa é qualificar a Guarda, dar treinamento a ela, aumentar o efetivo, o número de viaturas e integrar por, via da comunicação, com o trabalho da Polícia Militar. Atualmente são 900 guardas nas ruas. Nossa ideia é ter ao menos três mil guardas, ao longo de quatro anos, nas ruas.

Miqueias da Silva Santos; Vitor Santos (internautas) – Como se explica seu patrimônio ter crescido mais de 1500% em dois anos?

Roberto Claudio – Negociei um apartamento com a Caixa Econômica em 30 anos e o meu patrimônio foi o valor do apartamento inteiro, estando eu devendo ainda 27, 28 anos.

Quem

ENTENDA A NOTÍCIA

Médico com pós-graduação em saúde pública nos Estados Unidos, Roberto Cláudio (PSB) está no segundo mandato de deputado estadual e preside a Assembleia Legislativa. É ligado aos Ferreira Gomes, que o lançaram candidato a prefeito de Fortaleza.

Bastidores

O candidato do PSB à Prefeitura de Fortaleza, sempre que possível, reforça que é filho de professor. Indiretamente, faz essa referência quando está falando sobre o polêmico episódio na Assembleia, presidida por ele

Roberto Cláudio ressalta que tem fortes ligações com os Ferreira Gomes. Mas sempre lembra, também, que foi eleito presidente do Legislativo por indicação do seu partido, o PSB, e que foi votado pelo conjunto dos os deputados, inclusive os da oposição

O candidato chegou à sede do O POVO para a entrevista acompanhado por assessores e por seu coordenador de campanha, o ex-deputado Eudoro Santana (PSB).

Em entrevista ao jornalista Eliomar de Lima, do O POVO, o candidato disse que uma de suas primeiras ações em educação, caso eleito, será garantir as 80 creches disponibilizadas pelo governo federal e garantir seu funcionamento.

Sobre o show do tenor espanhol Placido Domingo na abertura do Centro de Eventos, do Governo do Estado, Roberto Claúdio disse que o show foi uma divulgação e que se, para divulgar, “fosse contratar a Globo ou utilizar a divulgação nas mídias impressas nacionais seria muito mais caro e menos eficiente”.

O candidato disse ainda que, se eleito, logo que chegar à Prefeitura fará uma auditoria nas contas municipais. “Essa é tarefa de qualquer prefeito, sem perseguição”, disse.

Indagado por Eliomar de Lima sobre quem gostaria de enfrentar caso esteja no eventual segundo turno, Roberto Cláudio disse que no momento está concentrado somente na possibilidade de ir ao segundo turno.

Candidato de hoje

Seguindo a ordem definida pela última pesquisa O POVO/Datafolha, o convidado de hoje do projeto “A Hora da Verdade” é Elmano de Freitas (PT).

O candidato do PT será sabatinado pelos jornalistas Érico Firmo, colunista e editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura, Tânia Alves, editora-executiva do Núcleo de Cotidiano, e Ítalo Coriolano, editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura. A mediação será feita pelo jornalista Ruy Lima.

Multimídia

Confira a íntegra da entrevista no portal O POVO Online, em www.opovo.com.br

Acompanhe a repercussão entre os internautas na página do O POVO Online no facebook (facebook.com/ OPovoOnline) e no portal O Povo Online

Ouvintes podem participar, enviando perguntas pelo telefone (085) 3066.4030

O projeto “A Hora da Verdade” é transmitido pela rádio O POVO/CBN AM 1010 e portal O POVO Online

Mediador

Ruy Lima trabalha na TV O Povo há cinco anos, onde comanda o Grande Debate e o programa Memória Viva. Na rádio O Povo/CBN apresenta o programa Debates do Povo. Foi repórter e diretor de jornalismo da TV Manchete e da TV Jangadeiro, em Fortaleza. Foi chefe de redação e editor do Jornal Nacional da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Em política, participou como repórter da cobertura da queda das ditaduras no Chile, no Paraguai, no Uruguai, na Argentina e no Brasil.

Entrevistadores

Erivaldo Carvalho, 40, é formado pela UFC. Escreve sobre política há 11 anos. Oito dos quais no Grupo de Comunicação O POVO. Foi setorista, para o jornal, na Assembleia Legislativa. Ganhou prêmios. Redige a coluna Política às segundas-feiras. Foi editor-executivo do portal O POVO Online. É editor adjunto de Conjuntura do O POVO. Mediou o programa Debates do Povo, da rádio OPOVO/CBN. É comentarista político.

Plínio Bortolotti, diretor Institucional do Grupo de Comunicação O POVO, entrou no jornal como repórter e também atuou como editor e ombudsman por três mandatos (2005/2007). Escreve um artigo semanal, faz intervenção diária no programa Revista O POVO/CBN,

mantém um blog e uma conta no Twitter. Foi diretor da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo entre os anos 2008 e 2011. Coordena o Conselho de Leitores do jornal e integra seu Conselho Editorial.

Felipe Araújo, 35, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente, é editor-chefe de Cultura e Entretenimento do Grupo de Comunicação O POVO. Trabalha em redações desde 1996, tendo atuado em coberturas nas áreas de cultura, cotidiano, economia e política. Foi repórter especial e editor-adjunto de política do O POVO. Está em sua terceira passagem pelo jornal, onde se iniciou no jornalismo há 16 anos.

Marcos Robério

O Povo