Mais da metade das universidades federais já encerraram a greve

Das 57 universidades que aderiram a greve dos professores, 33 já colocaram fim à paralisação total ou parcialmente, de acordo com o Ministério da Educação. O número de institutos federais de educação, ciência e tecnologia que retomaram o funcionamento também chegou a 33.

De acordo com o secretário de educação superior do Ministério da Educação, Amaro Lins, mesmo as instituições que oficialmente ainda não definiram, em assembleias, a saída da greve já estão retomando as aulas, segundo as próprias reitorias.

Professores de nove universidades federais e de dez campi isolados de outras instituições já voltaram às atividades acadêmicas. Retomam hoje as aulas as universidades federais do ABC (UFABC), da Fronteira Sul (UFFS) e a de Alfenas (Unifal).

Em outras 17 universidades e cinco campi isolados há previsão de retorno às aulas, no máximo, até o dia 17 próximo. É o caso da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que tem retomada prevista para quarta-feira.
Entre os institutos federais, ainda têm campi com paralisações os de Alagoas, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Roraima, Tocantins e Paraíba, além do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas Gerais. Apenas o Instituto Federal do Rio Grande do Norte está inteiramente paralisado.

O Ministério da Educação acompanha a volta das atividades acadêmicas ao receber e analisar o planejamento das instituições referente à reposição dos dias parados. Um acordo foi assinado no dia 13 de agosto com o Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que aceitou a proposta do governo que prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores. O Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), entretanto, recusou a proposta do governo e mantém a paralisação da categoria.

O Ministério do Planejamento ofereceu um reajuste entre 25% e 40%, divididos nos próximos três anos. Os índices são superiores ao oferecido à maioria dos demais servidores (15,8%). O governo ainda atendeu pedido para redução do número de degraus para se chegar ao topo da carreira: os 17 níveis foram reduzidos a 13.

Folhapress