Ideias – Educação

Os índices comprovam que a educação brasileira encontra-se muito aquém, em comparação com países desenvolvidos. Apesar das comemorações, temos pouco a festejar. Considerando-se os índices apontados pelo Ministério da Educação (MEC), apesar de um tímido avanço, não significa melhorias na qualidade de ensino. Os dados apenas dissimulam o verdadeiro cenário das escolas públicas. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que aponta o desempenho dos alunos no ensino fundamental e médio, em 2012, apresenta avanços modestos no ensino básico, a se comparar com países que investem maciçamente na educação. No ensino médio, os dados são ainda mais críticos. O fraco desempenho dos estudantes no chamado Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) constata a mediocridade do ensino público. Não dá mais para mascarar a realidade! Para mudar esse quadro, o país precisa adotar uma política pedagógica pautada na rigidez da disciplina, implantar escolas em tempo integral, valorizar o professor com um piso salarial digno e combater a promoção progressiva – que aprova alunos sem a devida qualificação. Não se combate a desigualdade social, sem promover um ensino de qualidade para todos. Os índices comprovam que o país caminha a passo de tartaruga. Obviamente que não se muda uma situação, que se arrasta ao longo da história, num curto espaço de tempo. Para que ocorram mudanças, as politicas públicas precisam valorizar o ser humano. Este deve ser respeitado em sua essência. Somente através da educação pode-se abrir horizonte, fomentar paradigmas culturais e transformar uma nação.

CARLOS EUGÊNIO SOMBRA MOREIRA
PROFESSOR

Diário do Nordeste