A escola e o futuro

O jovem precisa de perspectiva. Ele precisa da consciência de que pode representar uma mudança, pode superar a realidade dura que ele mesmo enfrenta. É preciso preservar, no jovem, a força, a garra, a capacidade criadora, a luta pela inovação. Mas onde pode uma pessoa ver que é possível ser força transformadora do seu futuro? Sem dúvidas, na escola. E é necessário assegurar isso.

Porém, não é fácil. A igualdade de direitos é garantida na constituição, mas ao pobre não é oferecido um ensino de qualidade. As escolas públicas estão muitas vezes, aos pedaços, sem livros, sem merenda escolar, sem professores que tenham compromisso com a educação (não todos, mas o quadro para os que tentam é desanimador). Com a elevada carga tributária paga, é inaceitável a situação das escolas, levando o nível de aprendizagem a um espaço deplorável.

Assim, são necessárias mudanças. Políticas educacionais municipais precisam atrair o jovem, algo que pode ser feito com centros culturais e esportivos. Fazê-lo permanecer, melhorando a estrutura oferecida a fim de associar a escola ao amplo leque de possibilidades que ela apresenta ao aluno. Colocar os professores, tanto do ensino fundamental quanto do ensino médio e superior, em cursos, que podem ser semanais, sobre como lidar com o aluno, como administrar a matéria de modo a mantê-lo interessado. A partir daí, valorizar o professor, oferecendo salários dignos.

Os reflexos de todas essas ações seriam os melhores possíveis, formando alunos preparados para o concorrido mercado de trabalho, com mais maturidade para lidar com as responsabilidades e aproveitar as oportunidades.

Tayná Milfont Sá

M21CM Farias Brito

O Povo