Novos prefeitos e educação

Acho deveras importante fazer uma reflexão sobre educação no momento em que as cidades receberão novas gestões ou continuarão com os mesmos projetos políticos. A primeira pergunta que se faz é: Educação é realmente prioridade? Ou tudo não passa de retórica de campanha ou iniciativa marqueteira? Quem acredita em uma educação de verdade, pública, gratuita e de qualidade deve pensar nos sustentáculos do processo que são professores e alunos que infelizmente hoje estão abandonados à própria sorte e humilhados com o pouco que lhes oferecem na vida cotidiana do ambiente escolar. Aos professores só salário não basta, tem que envolver mudar mentalidades, favorecer o acesso à cultura, premiar por criatividade e deixar de entravar o processo educativo com burocracias da escola que a nada levam ou de nada servem. Aos alunos tem que buscar espaços para dar aos mesmos o conhecimento da importância do ensino, da possibilidade de crescimento e tem de buscar da sociedade a maneira correta de encarar o futuro de jovens, crianças e adolescentes.

Acho que a primeira medida de todo aquele que sentar na cadeira do Paço Municipal seria destituir todos diretores e iniciar um processo democrático de escolha misturado com cobrança de competência através de prova de títulos verdadeira e séria sem apadrinhamento ou o que se faz hoje onde os diretores de escolas dependem do cartãozinho do vereador para manter-se à frente de uma Escola Pública na cidade de Fortaleza. É importante também gerar uma Escola digna, com condições de trabalho e a pedagogia do envolvimento onde todos que dela façam parte saibam da importância da educação como elemento de construção de uma Nação e de redução de todos os problemas que ocorrem em nossa sociedade. É preciso criar mecanismos para que as escolas sejam feitas por pessoas que se caracterizem como pessoas de sentimentos, que respeitam os corpos docentes e discentes e que tenham na dignidade a postura real para construção de uma escola democrática, participativa e que busque sempre a qualidade real e não numérica.

É público e notório que o atual modelo de educação em nossa cidade é falho , tem problemas sérios, tem situações inexplicáveis para um verdadeiro sentido do que é educação. Não é possível que funcionários de uma escola não tenham formação para lidar com crianças e adolescentes , não é adequado que um funcionário de uma escola não seja submetido a concurso público que prove sua capacidade e compromisso com a educação.

Francisco Djacyr – Professor

O Estado – CE