Política de cotas

A política de cotas objetiva desenvolver a igualdade social e ingressar minorias na sociedade. A construção da população agrega o negro, o índio e também o branco, este em uma parcela menor pelo fato de o Brasil ter sido uma colônia de exploração.

Dentro desse aspecto, pode-se dizer que somos a maioria das minorias.

Um exemplo para argumentar esse princípio são os Estados Unidos, que também foi subjugado economicamente a outro país, mas que alcançou poderio em muitas áreas. Lá, um americano de raízes africanas e sem grandes dotes econômicos foi eleito presidente mesmo sem um sistema de cotas ou algo similar. Será que a política de cotas é realmente necessária para alguém alcançar sucesso profissional ou estabilidade financeira?

Esse sistema pode se converter em algo danoso para a autoestima do brasileiro, pois é cunhada a imagem de que a pobreza é fator decisivo para o insucesso na vida acadêmica e que o Estado tem a obrigação de prover todos os recursos necessários para que se consiga ingressar na universidade.

Como disse o próprio ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, quando defendeu seu voto contra as cotas, a educação não deve ser uma lei, e sim um dever cívico do Estado com seu cidadão. O fato de a pessoa não ingressar na universidade por não ter capacidade de passar no vestibular aponta um fracasso da política de educação pública, e não que o indivíduo pertença a uma minoria.

A pergunta que fica é: será que a cota traz oportunidade para essa população ou é apenas uma manobra do Governo Federal para esconder o déficit das políticas públicas na área da educação e formação do cidadão?

Partindo daí, perde-se a identificação com a qualidade do ser humano de superar dificuldades. Há um antigo ditado que diz que todo trabalho árduo é recompensado. A atualidade dessa lei está naquelas pessoas que não estão em situação privilegiada e que podem se utilizar de outras políticas públicas que o governo oferece para modificar sua realidade de uma forma proativa.

Carlos Irineu Costa

Psicólogo e diretor geral do Instituto Wedja

O Povo