Educação pode ficar com royalties

Brasília. Ao falar sobre a necessidade de investir na educação como motor do crescimento, a presidente Dilma Rousseff defendeu, ontem, que recursos dos royalties do petróleo e do pré-sal e parte do Fundo Social do petróleo sejam destinados ao setor de educação.

O uso desses recursos para a educação já foi defendido pelo ministro Aloizio Mercadante FOTO: AGÊNCIA BRASIL

“Concordamos com todas as políticas que impliquem em viabilizar que o Brasil possa gastar mais em educação”, disse Dilma, citando a ampliação dos gastos públicos na área prevista no Plano Nacional de Educação – a ideia do plano é quase dobrar esses gastos no intervalo de dez anos a partir da sanção da proposta, que tramita no Congresso Nacional.

Caso não ocorra a ampliação dos gastos, continuou a presidente, “estaríamos praticando uma imperdoável demagogia com uma questão essencial para o país, que é a educação”.

“Por isso, eu considero que seria muito oportuno que nós, no Congresso Nacional, aprovássemos o uso dos royalties e uma parte do Fundo Social para garantir que esses recursos existam. Porque, caso contrário, seria através da geração de impostos”, discursou a presidente, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O uso desses recursos para a educação foi defendido na semana passada pelo ministro Aloizio Mercadante (Educação). “É muito melhor que a gente coloque os royalties do petróleo na sala de aula do que a gente desperdiçar esses recursos com a máquina pública, sem nenhum controle”, disse à época o ministro Mercadante.A presidente Dilma aproveitou a reunião do conselho para elogiar o “Ciência sem Fronteiras”, programa lançado por ela em 2011 que oferece bolsas no exterior aos melhores alunos.

Diário do Nordeste