Especialistas defendem que governo federal assuma investimentos no setor

Imagem do áudioLOC: ESPECIALISTAS DEFENDERAM, EM AUDIÊNCIA NO SENADO NESTA QUINTA-FEIRA, QUE O GOVERNO FEDERAL ASSUMA OS INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA.

LOC: ESTA FOI A SEGUNDA REUNIÃO DO CICLO DE AUDIÊNCIAS PÚBLICAS SOBRE O TEMA “EDUCAÇÃO BÁSICA: RESPONSABILIDADE DO GOVERNO FEDERAL?”, PROMOVIDO PELA COMISSÃO
DE EDUCAÇÃO. REPÓRTER ROBERTO FRAGOSO.

(Repórter) O senador Cristovam Buarque, do PDT do Distrito Federal, lembrou que a educação brasileira sofreu grandes impactos neste ano, por isso é preciso buscar uma forma de fortalecer o ensino.

(Cristovam Buarque) Um semestre que pra mim parece muito nefasto para a educação brasileira. Um semestre de greves generalizadas por todo o País, de uma talvez mais longa greve de universidades federais do Brasil, e dos resultados do IDEB, que demonstraram que nós fomos reprovados no vestibular para o futuro, porque nossas escolas públicas tiveram nota de 3,7. 

(Repórter) Um dos caminhos, disse o senador, é a federalização da educação básica, que compreende o ensino infantil, o fundamental e o médio. O coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, lembrou que a União fica com 57% do dinheiro arrecadado, enquanto os estados levam 25% e os municípios, 18. Mas os gastos com educação não acompanham essa divisão.

(Daniel Tojeira Cara) A cada 1 real investido em educação no Brasil em 2009, a União colocou 20 centavos, contra 41 centavos dos Estados e Distrito Federal e 39 centavos dos municípios. O que significa que o ente que mais arrecada é aquele que menos contribui.

(Repórter) Marcelo Medeiros, professor da Universidade de Brasília, disse que a preocupação maior do governo não deveria ser a economia, e sim a educação, que precisa de mais de duas décadas de investimento para mostrar resultados.

(Marcelo Medeiros) Mesmo que a gente tenha uma revolução educacional amanhã de manhã. Ainda assim a gente ainda vai demorar muito tempo pra isso. Educação é um investimento de longo prazo de maturação. Ele é mais urgente do que vários outros tipos de investimento, como por exemplo mexer na infraestrutura da economia.

(Repórter) Cristovam Buarque disse que um grande avanço para a área será quando o Congresso concluir a análise do Plano Nacional de Educação, que está segundo ele, com a votação emperrada na Câmara dos Deputados.

Roberto Fragoso.

Agência Senado