Docentes da UFRJ decidem sobre fim da greve amanhã

Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) decidem nesta sexta-feira (31) o destino da paralisação, mas a reitoria já divulgou que haverá a reposição das aulas – com possibilidade de atividades aos sábados -, e não a suspensão do calendário acadêmico. O Conselho de Ensino de Graduação definiu que haverá cinco semanas de aulas, para a conclusão do primeiro semestre. No dia seguinte, terá início o novo período escolar, com recesso entre 22 de dezembro e 20 de janeiro.

De acordo com a reitoria, “mais de 80% dos professores já estão em dia com as aulas do primeiro semestre”. Uma parte não aderiu à paralisação e outra voltou antes do término da greve, fechando as aulas que restavam. Os professores da UFRJ vão para a assembleia muito divididos. O racha ficou evidente na semana passada, quando a manutenção da greve foi decidida por apenas 28 votos de diferença.

Os professores da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) mantiveram a greve – houve um voto contrário e três abstenções. Nova assembleia está prevista para terça-feira, 4. A instituição também optará pela reposição das aulas. Em nota, a reitoria informou que está “trabalhando para apresentar um calendário acadêmico para reposição das aulas, com o objetivo de cumprir os 200 dias letivos exigidos pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB). As aulas deverão ser repostas respeitando, ainda, o intervalo de 15 dias de férias entre os semestres letivos”.

Já na Universidade Federal Fluminense ainda não há posição sobre a reposição das aulas ou o cancelamento do semestre acadêmico. “Nós não defendemos a suspensão do semestre acadêmico. Queremos fazer a reposição das aulas. Os conteúdos que não foram concluídos, vão ser”, afirmou Eblin Farage, presidente da Associação dos Docentes da UFF (Aduff). A categoria se reuniu na tarde desta quinta-feira para definir os rumos da greve. Até as 18h30 a assembleia não havia terminado.

Agência Estado