‘Salário é semente inicial’ para bom professor, diz conselheiro de ONG

Painel RBS sobre educação com conselheiro da organização Todos Pela Educação Mozart Neves Ramos e secretária municipal de educação do Rio de Janeiro, Claudia Costi (Foto: Jessica Mello/G1)
Mozart Neves Ramos e Claudia Costin participaram
do Painel RBS (Foto: Jessica Mello/G1)

Conselheiro do Todos Pela Educação participou de Painel RBS nesta terça.
Evento teve presença de ministro da Educação e debateu ensino no país.

Apesar de ser a sexta economia do mundo, o bom desempenho não se repete no Brasil no ranking mundial da educação elaborado pela Unesco. Em debate sobre qualidade de ensino no Brasil em Porto Alegre nesta terça (28), o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, admitiu que a posição é ruim, mas celebra o fato de o país ser o terceiro que mais avançou no ranking. Também presente ao Painel RBS, o conselheiro do Todos Pela Educação Mozart Neves Ramos salientou a importância da valorização da carreira de professor para obter melhoras significativas na qualidade da educação.

“O salário é a semente inicial. O plano de carreira também é muito importante”, diz o professor. Para ele, os dois passos são essenciais não só para melhorar a condição dos educadores mas também para atrair jovens mais preparados ao magistério. O que os países que estão no topo da educação têm em comum? Eles conseguem atrair os jovens mais talentosos para a carreira do magistério. Aqui no Brasil, ninguém quer ser professor. Geralmente são os alunos mais fragilizados é que chegam para ser professores”, avalia Mozart Neves.

O conselheiro ainda defende um pacto nacional pela valorização da carreira do magistério. “É preciso insumos básicos para que um bom professor consiga desempenhar um bom papel em sala de aula. Ele precisa se sentir seguro para dar ao aluno motivação pelo estudo. O aluno só se sente motivado quando tem um bom professor”, defende.

A experiência do Rio de Janeiro
A secretaria de educação municipal do Rio, Cláudia Costin, falou sobre o sistema que estabelece metas para as escolas e premia as melhores com verbas. “Há um certo tabu em se premiar professores. O que o Rio vem fazendo, e é por isso que nós demos um salto, é definir metas e premiar que as alcança”, explica.

Além de apostar na construção de seu currículo, o Rio defende o investimento no professor. “Sem bom professor não há boa educação. É preciso investir na formação de bons professores. melhorar também a forma como que se seleciona os professores”, defende Cláudia Costin. Com a valorização dos professores, é possível que ele trabalhe em somente uma escola. “Isso permite que vínculos afetivos sejam construídos com os alunos”, conclui.

G1