Mercadante recebe reitores federais e secretários de educação nesta 3ª

Em pauta, estão assuntos como reformulação do ensino médio, cotas, Ideb e greve

BRASÍLIA — O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, receberá reitores das universidades federais na tarde desta terça-feira (21) para discutir a reformulação do ensino médio e o acesso ao ensino superior por cotas. Apesar de o MEC não confirmar, a greve que passa de três meses também deve entrar na pauta. Mais cedo, pela manhã, Mercadante se reunirá com secretários estaduais de Educação. No encontro, o ministro discutirá melhorias para as escolas públicas de ensino médio, segmento que apresentou pior desempenho no último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb 2011).

Nesta segunda (20), Marcadante voltou a defender que as universidades federais ofereçam cursos de nivelamento para melhorar o aprendizado de alunos cotistas que venham a ingressar nas instituições federais por meio da lei de cotas. O ministro quer que as universidades comecem desde já a se preparar para a entrada em vigor da futura lei, daqui a quatro anos, quando 50% das vagas de todos os cursos deverão atender alunos da rede pública.

— Já temos uma boa experiência de cotas nas federais, com universidades em que 40% das vagas já são de cotistas. O que é indispensável é que as universidades se preparem para receber esse aluno. Que tenham cursos de nivelamento, de acompanhamento pedagógico para que (os cotistas ) tenham pleno desenvolvimento depois que entrem na universidade — afirmou Mercadante.

O MEC está levantando qual o atual percentual de estudantes da rede pública atualmente matriculados em universidades federais. O ministro observou que esse índice é reduzido nos cursos com vestibulares mais disputados, como medicina, odontologia, direito e engenharias. Mercadante enfatizou que o debate em torno das cotas não tira o foco da necessidade de melhoria do ensino médio.

— Não estamos querendo colocar cortina de fumaça nem deixar de reconhecer as dificuldades do ensino médio — declarou o ministro. — A obrigação (de melhorar) é do ensino médio.

Mercadante reiterou a proposta de mudança curricular, com a organização das atuais 13 disciplinas em torno de quatro blocos: linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza, como ocorre no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

— O currículo está muito fragmentado. Queremos que essas áreas se organizem. Não é substituir as disciplinas. Não vamos acabar com a química, a física ou a biologia. Mas organizá-las dentro do campo da ciência da natureza — disse.

Ele enfatizou, porém, que qualquer iniciativa só sairá do papel se for encampada pelos governos estaduais, que respondem pela maioria das matrículas.

— A rede é dos estados. Só temos como avançar em parceria com eles. Então, são os secretários (estaduais) que definem as políticas.

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