Reajuste está limitado a 15,8%

O Planejamento cessou as negociações com técnico-administrativos de universidades e institutos federais

Brasília. O secretário de Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça, afirmou ontem que as categorias do funcionalismo público federal em greve receberão uma proposta do governo cujo limite de reajuste é de 15,8%.

“Nós estamos trabalhando com o limite de 15,8% em três anos, até 2015, para o conjunto do segmentos da administração pública federal”, afirmou Mendonça, destacando se tratar da folha de pagamento dos servidores civis. Atualmente, a despesa com essa fatia dos servidores é de R$113,7 bilhões ao ano.


Em Brasília, manifestantes declararam apoio à paralisação nas universidades federais FOTO: AGÊNCIA BRASIL

“O uso do limite orçamentário que está dado (…) vai depender dos acordos que forem possíveis. Se infelizmente não fizermos nenhum acordo, a despesa é zero”, destacou.

Ontem, o Ministério do Planejamento encerrou a negociação com técnicos-administrativos das universidades e institutos federais. Representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) e do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) vão levar a proposta, que já havia sido rejeitada, para as assembleias e, até a próxima semana, darão resposta ao governo. O impacto seria de R$ 2,9 bilhões.

Docentes

Ontem, o Andes protocolou no Palácio do Planalto carta dirigida à presidente Dilma Rousseff (PT) pedindo reabertura imediata das negociações com docentes em greve.

A Secretaria-Geral da Presidência da República confirmou que o documento foi entregue e encaminhado à Presidência da República e aos ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento. No dia 3, o Planejamento assinou termo de acordo com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa uma minoria dos professores universitários.

Outras três entidades (Andes-SN, Sinasefe e Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal), que representam os docentes, recusaram a proposta governamental e 57 instituições continuam paradas.

No documento entregue ao Planalto, o Andes-SN diz que as propostas – oferecendo, respectivamente, reajuste de 12% a 40% e de 25% a 40% – “não dialogaram” com a pauta de reivindicação dos docentes. O Andes-SN diz que isso aumenta distorções salariais e que não contempla a reestruturação de carreira.

No Ceará

Os professores das universidades federais do Ceará decidiram em assembleia que vão realizar novo plebiscito. Desta vez, docentes da UFC e Unilab decidirão sobre a desfiliação do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Ceará (Adufc) da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes). A desfiliação foi solicitada por 10% dos sócios.

Diário do Nordeste