Reajuste é inegociável

De acordo com o ministro da Educação, o Governo Federal apresentou a melhor proposta possível para o setor, que está em greve

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou ser “inegociável” a determinação do governo de conceder maiores reajustes a professores com mestrado, doutorado e dedicação exclusiva. “Há um grande estímulo à titulação. Queremos incentivar o crescimento dentro da carreira e a academia é um ambiente de titulação”, afirmou. Segundo ele, dois terços dos docentes, hoje, têm dedicação exclusiva.

N avaliação de Mercadante, o governo apresentou a melhor proposta possível para o setor, que está em greve. “Não conheço nenhuma proposta melhor para os professores, tanto do setor público quanto do privado, que tenha 25% de reajuste, no mínimo, nos próximos três anos, chegando a 44% de reajuste e reduzindo os intervalos da carreira de 17 para 13 níveis. É uma proposta que tem de ser recebida com a importância que tem. É um investimento de R$ 4,3 bilhões que o Estado vai tirar de outras áreas para priorizar os docentes universitários”, afirmou. O professor com título que recebe um salário de até R$ 12 mil pode obter remuneração de R$ 17 mil em três anos.

O ministro salientou que o acordo fechado com os professores no ProInfo é o que será remetido ao Orçamento e destacou que o governo vai exigir das universidades a reposição integral das aulas, assim que acabar a greve. “No caso da educação, não interessa o desconto do salário, o que vamos exigir é a reposição com qualidade e integral das aulas para que os alunos tenham seus interesses preservados.” Segundo ele, a tarefa será construir um calendário de reposição de aulas nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro.

Mercadante conversou com os jornalistas ao final do evento Programa de Investimentos em Logística: Rodovias e Ferrovias. De acordo com ele, há uma carência de engenheiros no País porque o Brasil ficou, durante 20 anos, com taxa de investimento muito baixa. Isso levou os estudantes, conforme o ministro, a escolherem áreas não ligadas à produção e à tecnologia.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Impasse entre as próprias entidades ligadas aos professores têm sido o maior problema que o Governo Federal enfrenta para encerrar a greve nas universidades públicas pelo país, sem a perspectiva de sucesso.

O POVO