Professores rejeitam proposta do Governo e greve continua

Após assembleia, professores da UFC e Unilab decidiram, em plebiscito, rejeitar proposta do Governo Federal – SARA MAIA

Os professores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) continuarão em greve. Em plebiscito ocorrido segunda e terça-feira, os docentes das duas instituições recusaram a proposta de reajuste salarial do Governo Federal e decidiram continuar a greve, que acontece desde 12 de junho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Adufc), Marcelino Pequeno, o resultado do plebiscito será homologado em assembleia realizada hoje, a partir das 9 horas (primeira convocação), no Campus do Pici.

Foram registrados os votos de 1.537 professores dos campi da UFC e da Unilab. Destes, 818 foram contrários ao encerramento da greve e 707 foram a favor. Houve ainda 10 votos brancos e dois nulos. Além disso, 988 docentes votaram contra o reajuste oferecido pelo governo – que varia de 25% a 40%.

O presidente do Adufc explica que os números da votação demonstraram uma “divisão” dos professores em relação à decisão da continuidade da greve. “Vamos respeitar a maioria, que é a favor da continuidade da greve”, disse.

Na última terça-feira, 14, o Adufc divulgou comunicado em seu site pedindo aos professores o fim da greve. Porém, isso não foi aceito pela categoria. “A classe deixou claro que a proposta foi insatisfatória”, disse Marcelino.

Entre outras reivindicações, os docentes cearenses pedem melhores condições de trabalho, investimentos em infraestrutura e reestruturação da carreira. Porém, o Ministério da Educação já enviou circular aos reitores das instituições reiterando que a negociação está encerrada e não há qualquer possibilidade de reabertura.

Uma das entidades que representam os docentes aceitou o reajuste, que ainda pode ser assinado por outros sindicatos. Os professores do Ceará, porém, não aceitaram a proposta.

Por quê

ENTENDA A NOTÍCIA

Cerca de 500 professores se reuniram no último dia 8 em assembleia e optaram por realizar um plebiscito que decidiria os rumos da greve. O plebiscito ocorreu segunda e terça-feira e teve a participação de 1.537 docentes da UFC e da Unilab.

Roberta Arrais

O POVO