CE tem o melhor índice na Educação Básica

Estado ainda precisa melhorar a formação dos professores e criar o tempo integral inteligente

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

O Ceará é o Estado do Nordeste com maior crescimento no cálculo que mede a qualidade da Educação. É o que aponta a pesquisa do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) para as séries iniciais do Ensino fundamental no ano de 2011, divulgada, na tarde de ontem, pelo Ministério da Educação (MEC). Com nota 4,9, o Ceará superou em quase 1,0 ponto a meta estabelecida, de 4,0. O indicador avaliou a qualidade de Ensino do País levando em consideração as taxas de aprovação e do desempenho de Escolas, municípios e Estados na Prova Brasil.

O Ideb avaliou a qualidade de Ensino do País, considerando as taxas de aprovação e desempenho das Escolas, municípios e Estados na Prova Brasil. O Ceará conquistou a nota de 4,9, superando em um ponto a meta estabelecida.

Em segundo lugar no Nordeste, está o Piauí, com 4,4 pontos, seguido de Pernambuco e Paraíba, ambos com 4,3, em seguida a Bahia, com 4,2, Maranhão, Sergipe e Rio Grande do Norte, cada um com 4,1 pontos, e na última colocação, o Estado de Alagoas, com 3,8 pontos.

No ranking nacional, o Ceará ocupa a oitava posição. O Ideb teve como média nacional, em 2011, o total de 5,0 pontos, valor acima da meta estabelecida para o período, que foi de 4,6, assim como, também, a proposta para o ano de 2013, de 4,9 pontos. O objetivo foi alcançado por todos os Estados. Minas Gerais foi o destaque, com 5,9 pontos, seguido de Santa Catarina, com 5,8.

Indicador
O indicador foi criado em 2005 e, desde então, metas foram estabelecidas para serem atingidas a cada dois anos. É atribuída uma nota diferenciada para três etapas da Educação básica: os anos iniciais do Ensino fundamental, que compreende do 1º ao 5º ano; os anos finais do Ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, e o Ensino médio.

Apesar das unidades terem alcançado as metas em relação aos primeiros anos do Ensino fundamental, o resultado mostrou que, em relação às séries finais, sete Estados não tiveram índices satisfatórios, ficando abaixo das expectativas para o período. São eles Rondônia, Roraima, Pará, Amapá, Sergipe, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

A titular da Secretaria da Educação do Estado (Seduc), Izolda Cela, considera bastante positivo o resultado do indicador, pois, segundo analisa, mostra o efeito de uma política prioritária do governo com o objetivo de oferecer um serviço público de Ensino de melhor qualidade.

Ela aponta como destaque a política de expansão do Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic), que tem como objetivo refazer a base Escolar, promover uma Alfabetização bem feita, e, como consequência, uma melhor sequência nos anos iniciais. “Esse é um sinal evidente que nosso investimento no Programa está resultando em uma melhoria vigorosa. Só vamos dar conta da Educação básica quando tivermos essa base Escolar bem feita”, comenta.

Ainda segundo a secretária, apesar de haver dificuldades, é possível obter melhorias quando existe uma coordenação eficaz, com metas claras, ações bem definidas de apoio e acompanhamento e avaliação dos resultados. “Com maior responsabilidade, a rede de Ensino começa a se preparar para alcançar as metas, e isso faz com que os Alunos aprendam mais”, acrescenta.

Melhorias
O Professor e mestre em Educação, Marco Aurélio de Patrício Ribeiro, considera a melhora na Educação uma realidade. No entanto, segundo analisa, o Estado precisa melhorar na formação permanente dos Professores, passando necessariamente por um investimento maior, e conseguindo, assim, melhores resultados na aprendizagem. “A meu ver, o grande projeto, hoje, é a criação do tempo integral inteligente, com aprofundamento de conteúdo, reforço Escolar e que se façam presentes a arte, cultura, esporte e lazer”, acrescenta.