Quatro categorias fazem paralisações

Paralisadas. É como permanecerão algumas categorias profissionais no Estado nos próximos dias. Na Universidade Federal do Ceará (UFC), professores e servidores técnicos, que reivindicam melhorias na estruturação das universidades, ontem, decidiram interromper as atividades por tempo indeterminado. Em Fortaleza, motoristas e cobradores de ônibus, em estado de greve, deram continuidade às manifestações pontuais e cruzaram os braços, à tarde, no Terminal do Antônio Bezerra. Hoje, o dia será de protesto para carteiros, que deverão interromper os trabalhos pelo menos até as 12h. Na UFC, a deflagração da greve ocorreu após cerca de 51 universidades já terem sido paralisadas. Em assembleia, no Campus do Pici, docentes homologaram o resultado do plebiscito, realizado um dia antes. Segundo o Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (Aduf), a consulta, que contou com a participação de 1.268 professores, obteve 883 votos favoráveis e 379 contrários à greve.

GREVE DOS SERVIDORES 
Conforme a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do Ceará (Sintufce), Adeli Gomes, dos 4.500 servidores técnicos da Universidade, 300 já estão parados. De acordo com Adeli, desde 2007, a categoria tenta negociar melhorias trabalhistas com o Governo Federal, mas, até agora, nada foi encaminhado. Com a oficialização da greve, a categoria terá 72h para estabelecer a escala dos 30% de servidores que deverão operar nos próximos dias. Em nota, a UFC comunicou que serviços considerados essenciais, como os prestados pelo Complexo Hospitalar da Universidade, serão mantidos. O documento informou ainda que a instituição, através de suas entidades de classe e da Administração Superior, já está articulada com o Ministério da Educação (MEC), para intermediar as negociações com os servidores e reduzir os prejuízos à comunidade universitária.

ÔNIBUS PARADOS
Motoristas e cobradores também deram continuidade às manifestações. Na tarde de ontem, quem passou pelo Terminal do Antônio Bezerra teve que esperar cerca de uma hora. O medo de uma paralisação geral, nos próximos dias, assola os usuários. “Ando de ônibus todos os dias. Fico preocupado se não tiver transporte para que eu possa ir para o trabalho”, disse a vendedora Ana Lúcia Quintino. Para a tarde de hoje está prevista mais uma negociação entre Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Estado do Ceará (Sintro) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Sindiônibus) na sede da Superintendência Regional do Trabalho.

GREVE DOS CARTEIROS
Carteiros e demais servidores dos Correios, hoje, também cruzarão os braços. A categoria, que conta com 2.600 servidores no Estado, segundo a coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos e Similares (Sintect), Lourdes Félix, denuncia as precárias condições de trabalho, o sucateamento das unidades e a falta de funcionários. “Em Fortaleza, temos 1.200 profissionais concursados e 300 terceirizados. É muita gente ocupando lugares que deveriam ser preenchidos por concurso. Vamos manifestar nossa insatisfação quanto a isso tudo. Inicialmente, será só um dia, mas iremos discutir a continuidade do movimento”, alertou. A equipe do jornal O Estado tentou contato com a assessoria de comunicação dos Correios, mas até o fechamento da edição, não obteve êxito.

O Estado – CE