Tecnologia não deve ser ‘endeusada’ no ensino, defende filósofo

Thomas Kesselring participou de encontro na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural . Foto: Agapan/Divulgação
Thomas Kesselring participou de encontro na Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural
Foto: Agapan/Divulgação

A educação é tudo. Foi com essa afirmação que o filósofo suíço Thomas Kesselring respondeu a diversos questionamentos – que envolveram desde manipulação transgênica a educação ambiental – durante encontro na sede da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), em Porto Alegre. O estudioso aproveitou para criticar o que considera um “endeusamento” das tecnologias no ensino. “Criança precisa se mexer, ser estimulada, isso é tão importante quanto aprender a ler e escrever – e não tem nada a ver com aparelhos eletrônicos”, defendeu.

Segundo Kesselring, as tecnologias são importantes, mas é necessário saber utilizá-las. “Para aproveitar as ferramentas, as crianças têm que dominar símbolos, linguística, isso é essencial para dominar as inovações”, afirma. Ele defendeu, ainda, a inclusão de disciplinas como filosofia, artes e música desde cedo no currículo escolar, para que crianças desenvolvam a criatividade e o pensamento crítico. “É preciso alfabetizar também emocionalmente”, completou.

O filósofo ressaltou o papel da educação, sobretudo, na formação do cidadão. “Tudo começa com o ensino. Os conceitos de ética, de moral, podem parecer complexos, mas se resumem, muitas vezes, a respeito mútuo. Se as pessoas não têm conhecimento, esses conceitos ficam mais complicados, e a ideia de contar dinheiro parece mais simples”, criticou.

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