O País poderá parar

A presidente Dilma enfrenta, neste momento do seu governo, a maior onda de greves que um governante do Brasil já enfrentou nas últimas décadas. A cada dia, “pipocam”greves nos mais variados setores de atividade do País, inclusive em atividades essenciais para a população. A começar pelos servidores das universidades feaderais, cuja paralisação já levou dezenas de milhares de jovens à perda de um semestre escolar. Um dos mais recentes casos, é o dos fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA, e dos auditores fiscais da Receita Federal, sem os quais, dezenas de navios são impedidos de ancorar, deixando de descarregar artigos indispensáveis, como alimentos, e principalmente remédios. Diante desse clima de greves generalizadas, cria-se uma grave situação para a Presidente, que é a de escolher entre dar os aumentos salariais e condições de trabalho exigidos, ou deixar de atender tais reivindicações, prejudicando o povo, e, ao mesmo tempo, prejudicando petistas e aliados, em plena campanha eleitoral, quando estes mais necessitam de um governo popular, para ganharem prefeituras. Há de se convir, que, em muitos dos casos, as categorias estão certas em suas exigências de melhores ganhos, como são os casos dos professores universitários e dos médicos de hospitais federais. Em outros, há divergências. Um deles, é o que se refere à Polícia Federal, já que seus delegados e agentes só ganham menos do que os “marajás” da Petrobras. O País, em suspense, aguarda que soluções a Presidente poderá tomar para impedir que a Nação pare. Até porque esta precisa é de ser dinamizada ante as ameaças de crise.

O Estado-CE