Nos caminhos da alfabetização e da tecnologia

Apenas 26% da população brasileira pode ser considerada plenamente alfabetizada, enquanto que os chamados analfabetos funcionais representam 27%

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

A Alfabetização dos brasileiros abre oportunidades para empreendedores que pretendem oferecer serviços e produtos voltados a essa parcela da população, que tende a buscar cada vez mais o Ensino – a tecnologia pode ser uma ferramenta importante para alavancar os empreendimentos.

Entretanto, segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa, ainda há um caminho longo a ser percorrido: apenas 26% da população brasileira pode ser considerada plenamente alfabetizada, enquanto que os chamados Analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de Alfabetização básico. O estudo considera plenamente alfabetizadas as pessoas que leem textos mais longos, analisam e relacionam suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses.

Para Rodrigo Brito, diretor da Aliança Empreendedora, o mercado de Educação é um dos mais crescem no mundo e há fundos de investimentos procurando oportunidades para investir. “O empreendedor pode pensar em opções como cursos complementares à Alfabetização, como redação, por exemplo. Cursos mais específicos, aplicados com o uso de tecnologia, têm baixo custo e podem ser replicados em todo o país”, explica Brito.

O estudo também indica uma relação entre o nível de Alfabetização e a renda das famílias: em famílias que ganham mais de cinco salários mínimos, 52% são considerados plenamente alfabetizados, contra 8% entre quem ganha até um salário por mês. Para o diretor da Aliança, a relação existe e pode ser aproveitada. “Livros com preços acessíveis, em livrarias e sebos, além de informação via internet, são boas opções. O baixo custo da internet dá escala ao negócio”, pondera.